Quem esteve no Pronto Atendimento do Hospital São José  na última segunda-feira (3) precisou enfrentar uma longa espera. A procura foi tão grande que ultrapassou até mesmo as médias registradas durante o período de greve do serviço municipal, que aumentou em 30% a demanda no hospital – em torno de 25 postos de saúde estão fechados, com profissionais integrando a paralisação que busca manter benefícios da categoria. Em sete horas de trabalho, das 7h às 14h, o hospital registrou a passagem de mais de 200 pessoas e a fila ainda lotava a sala de espera. Em um dia, com 24 horas de atendimento, a média tem girado em 300 pessoas. Para quem não estava em estado crítico, foi preciso muita paciência. Por volta das 14h30, Valmir Luís Dalena, 48 anos, precisou ir até a unidade levar almoço para a esposa que aguardava pelo atendimento médico desde às 8 horas. De acordo com o setor de marketing do hospital, a equipe estava completa e trabalhando para dar conta de uma demanda “que extrapolou as estatísticas”. Normalmente, segunda-feira é um dia de maior procura por atendimento e os números têm aumentado sem o suporte da atenção básica. Durante a manhã da última segunda-feira (3) também foram recebidos 42 pacientes em emergência, procedimento que requer atenção especial dos profissionais.