O Hospital São José (HJS) vai realizar uma série de ações de conscientização para profissionais da saúde e comunidade em geral voltados para o Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro, e à campanha nacional Setembro Verde, mês de incentivo à doação de órgãos.

A principal ação da programação será no dia 26 de setembro com o VI Simpósio de Doação e Transplantes, que será realizado na Faculdade Anhanguera, às 19h.

O evento é direcionado a estudantes e profissionais da área da saúde, e também terá a participação de pacientes em fila de espera para transplante, pacientes transplantados e famílias que autorizaram a doação de órgãos de parentes falecidos.

No Dia Nacional da Doação de Órgãos, o HJS vai realizar uma atividade de educação em saúde para os servidores e usuários. Profissionais, pacientes e familiares receberão o “laço verde” com o objetivo de conscientizar a doação de órgãos.

Para encerrar a programação do Setembro Verde, no dia 28 a instituição vai ministrar o curso de Determinação de Morte Encefálica, direcionado aos médicos que realizam o protocolo para o diagnóstico de morte encefálica.

De acordo com o coordenador da Comissão de Doação de Órgãos e Transplantes do Hospital São José, Ivonei Bittencourt, as dúvidas sobre o sistema de doação de órgãos e o desconhecimento dos familiares sobre a intenção de uma pessoa ser doadora, ainda são obstáculos para o aumento das doações.

“O mais importante é a pessoa falar para a família que quer ser um doador de órgãos. Assim, os familiares poderão autorizar a doação. Todas as pessoas a partir de seis meses de vida podem ser doadoras, sem limite de idade. Não existem empecilhos para a doação de órgãos, nem mesmo religiosos, já que todas as religiões ocidentais permitem a doação”, explica o Bittencourt.

Em 2017 e 2018, o Hospital São José foi o primeiro colocado na doação de órgãos em Santa Catarina.

Neste ano, de janeiro a agosto, a instituição registrou 32 casos de morte encefálica, condição necessária para o indivíduo ser um doador falecido.

Destes, 16 foram doadores, oito não foram autorizados pela família e quatro não tiveram indicação clínica para a doação.

 

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