Classificado como hospital porta aberta para gestação de alto risco no Vale do Itapocu, o Hospital e Maternidade Jaraguá, que detém o selo “Amigo da Criança”, atende gestantes de pequena, média e alta complexidade e crianças de pequena e média complexidade. Faz parte da Rede Cegonha, programa do Ministério da Saúde voltado à melhoria na qualidade de assistência prestada pelo SUS (Serviço Único de Saúde). “Hoje a mulher planeja o processo do nascimento do bebê”, assinala a enfermeira da obstetrícia, Thays Daiane Almeida.
A enfermeira neonatologista Regiane de Souza explica que a instituição adota o sistema “Follow Up” de acompanhamento de recém-nascidos, que garante o bem-estar tanto da mãe, como do bebê. Em janeiro deste ano foram 275 nascimentos e, em fevereiro, 278. Em 2015, 3.013 bebês vieram ao mundo na unidade. O maior número de nascimentos ocorreu em junho, com 299 registros, enquanto que em novembro foram 220 nascimentos.
“O bebê prematuro, se precisar, fica na UTI neonatal até sair do oxigênio, e isso pode durar de uma semana até três meses”, assinala a enfermeira Regiane. Depois desse período, o bebê vai para a UCI (Unidade de Cuidado Intermediário), que tem 10 vagas disponíveis. Para serem liberados para casa com as mães, os bebês precisam pesar no mínimo 2 kg e estarem mamando. “Na UCI, a mãe amamenta, troca fralda, tudo com apoio. Para liberar para casa, é preciso termos certeza do empoderamento materno, com atendimento 72 horas depois da liberação”.
A costureira Janaína Evangelista, 24 anos, mãe das gêmeas Yasmin e Vitória, de seis meses, relatou à reportagem, no corredor do ambulatório pediátrico, que sempre retorna ao Jaraguá para conferir como vai o desenvolvimento das meninas. “Venho a cada 30 dias no consultório. Elas estão bem, trouxe as duas para garantir. Sempre fomos bem atendidas”, atesta Janaína, que teve as gêmeas de primeira gestação e reside em Schroeder."