A vida do haitiano Djems Lezin, 29, não tem sido nada fácil desde que ele saiu do país de origem em 2013, após uma série de desastres naturais e conflitos armados. Morador de Jaraguá do Sul há dois meses, ele parou antes em Xanxerê e Florianópolis. Na capital o custo de vida era muito alto e fez Lezin procurar um novo lar.

Com um filho pequeno na Paraíba para ajudar a sustentar, o haitiano tenta juntar recursos vendendo paçoca e amendoim pela cidade.

"Desde criança gosto muito do Brasil, por causa do futebol. Quando vim pra cá como refugiado, foi para tentar uma vida melhor. Quero estudar aqui, ter oportunidades", conta Lezin.

Atualmente, ele mora com um amigo, mas quer alugar uma quitinete e fazer faculdade de direito. No Haiti, Lezin estudou enfermagem. Como teve a mochila roubada em uma das viagens, ele está em contato com a embaixada para recuperar os documentos e certificados que tem. O haitiano fala francês e crioulo haitiano, além de português e espanhol.

Foto Dielin da Silva

"Passo muitas dificuldades por aqui, existe preconceito ainda. Às vezes fico triste e estressado, mas tem gente que me trata bem também e dá forças, assim não desisto. Perdi tudo que tinha no terremoto e no Haiti, a situação dos meus irmãos é ainda pior", relata.

Para ajudar, os interessados podem entrar em contato pelo número (47) 9 8841-5576 e falar com Nelson Pereira, amigo de Lezin, que por enquanto está sem celular.

A contribuição não precisa ser apenas em dinheiro, já que ele também não possui um colchão para dormir e mal consegue recursos para comer todos os dias.

 

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