Nesta sexta-feira, completa um ano da confirmação da primeira morte por Covid-19, em Criciúma.

A vítima foi o empresário do ramo da comunicação, Evaldo Stopassoli, aos 73 anos, que não resistiu no dia 1º de abril de 2020, no Hospital Unimed, com a contraprova constatando o coronavírus no dia seguinte.

De lá para cá, outras 347 mortes devido ao vírus foram registradas na cidade, com vítimas com idades distintas, não somente idosos, como se especulava-se à época.

Análise

Segundo análise da Vigilância Epidemiológica de Criciúma, de 19 de março de 2020 até 23 de março deste ano, - com base em 301 óbitos -, do total de pacientes internados, 72,7% (729) foram recuperados, 19,5% (301) vieram a óbito e 16,4% (253) ocuparam leitos de UTI, com diferenças significativas também entre as faixas etárias.

O estudo apontou um crescimento de 17,7% no mês passado em hospitalizações entre pessoas de 20 a 59 anos no município, em relação a novembro do ano passado – um período crítico da pandemia, com 436 internações registradas.

O levantamento da Vigilância também notou uma redução de 18,3% em hospitalizações de pacientes a partir de 60 anos, em comparação a novembro.

Ao todo, 1.086 pacientes fizeram uso de suporte ventilatório (SV), o que representa (70,3%) do total de internações, sendo 9,4% (145) referentes ao uso de SV invasivo e 60,9% (941) ao não invasivo.

Comorbidades

A presença de fatores de risco (comorbidades) foi identificada em 55,8% (682) do total de pacientes internados, em 73,4% (185) dos pacientes que fizeram uso de UTI e em 79,4% (239) dos pacientes que vieram a óbito.

As comorbidades mais prevalentes foram:

  • cardiopatias 22,6%
  • diabetes mellitus (DM) 22,0%
  • hipertensão arterial 16,5%
  • câncer 7,1%

Ressaltando que um paciente pode apresentar mais de uma comorbidade.

Há proporção de óbitos de 100% entre os pacientes internados com AVC, de 77,8% entre tabagistas, de 45,9% entre pacientes renais crônicos e 44,5% entre portadores de câncer.

151 dias de internação

O órgão também elencou o tempo de duração das internações. Em regime hospitalar, a média foi de 8,3 dias por pacientes, sendo a máxima de 151 dias. Já em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), o tempo médio foi de 13 dias e, a mais longa, de 52.

72,7% recuperados

De um total de 1.544 internações, 729 (72,7%) foram recuperados, 301 (19,5%) vieram a óbito e 253 (16,4%) ocuparam leitos de UTI.

 


* Houve alteração no número de óbitos, já que a análise foi de quando a cidade somava 301 mortes por conta da pandemia, hoje são 348.