Mais uma rodada de negociações sem avanços e a greve dos servidores públicos municipais chega ao seu 22º dia. Os dirigentes do Sintrasem e os representantes da Prefeitura voltaram a conversar na manhã desta quinta-feira (3), mas não chegaram a um entendimento. Desta forma, os serviços de saúde e educação em Florianópolis seguem com atendimento parcial. Para demonstrar força, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais realizou na tarde desta quinta-feira (3) um ato em repúdio à prefeitura e contra a aprovação da lei chamada de Creche e Saúde Já, que autorizou o Executivo a contratar Organizações Sociais (OS) para gerir 10 novas creches e a UPA do Continente. A aprovação desta lei motivou a deflagração da greve, que agora também se estende à discussão da data-base da categoria. Os servidores se reuniram na Praça Tancredo Neves e de lá fizeram passeata pelas principais ruas do centro da Capital que contou com o apoio dos estudantes da UFSC. MPSC ENTRA COM AÇÃO E PEDE CONTRATAÇÃO TRANSITÓRIA Para aumentar a pressão, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ingressou com ação civil pública para determinar ao município de Florianópolis que tome providências imediatas para garantir o acesso aos serviços na área da educação a todas as crianças e adolescentes, inclusive, se necessário for, mediante a contratação excepcional e transitória de profissionais habilitados. A ação foi ajuizada pela 15ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, que atua na área da infância e juventude. Na ação, o Promotor de Justiça Júlio César Mafra destaca que a falta de aulas motivada pela greve dos servidores públicos municipais que iniciou no dia 11 de abril, põe em risco o ano letivo dos alunos. "Sem dúvida, os alunos já estão e serão muito mais prejudicados caso a greve persista por mais tempo, de forma que as aulas poderão não ser repostas dentro deste ano letivo devido ao tempo que restará para ministrar toda a matéria prevista", considera o Promotor de Justiça. O Promotor de Justiça esclarece, ainda, que a ação civil pública não discute se a greve é legal ou ilegal, mas sim busca proteger o direito à educação.