Os trabalhadores dos Correios completam, nesta sexta-feira (28), dez dias de paralisação parcial das atividades. Eles reivindicam melhores condições de trabalho durante a pandemia, são contra os cortes de benefícios que tem sido realizados e protestam ainda contra a privatização da empresa.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da categoria, nenhum avanço nas negociações foi observado nesses dias de paralisação. "No dia de ontem nós tivemos uma mediação a pedido do Ministério Público do Trabalho onde o relator propôs para nós a para a empresa a manutenção do acordo vigente que é o que a categoria vinha pedindo mas, infelizmente a empresa recusou. Então nós nos obrigamos a manter a paralisação", contou o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da categoria, Jeferson da Rocha.

Em Criciúma, cerca de 70% dos trabalhadores aderiram a paralisação. Enquanto a média nacional é de 70%. Em nota, a empresa afirma que a paralisação parcial dos empregados dos Correios, iniciada no dia 17, pelas representações sindicais da categoria, não afeta os serviços de atendimento da estatal. Sobre a negociação, a empresa afirma que "a diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período - dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida".

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