A diretora de Tecnologia da Informação e Governança Eletrônica (DITIG) de Santa Catarina, Bianca Vieira, não descarta que o estado possa ter uma nova onda de casos de Covid-19 a partir de outubro.

Segundo ela, o atual cenário geral de SC é bastante animador frente a todas as situações já vividas durante a pandemia, mas alerta.

“Não significa que não teremos mais uma onda. Pelo que observamos do cenário internacional, mesmo os locais vacinados tendem a ter mais uma onda de casos, mas não necessariamente de óbitos. É esperado que venhamos a observar um certo aumento de casos nos próximos meses, a partir de outubro. Porém deve-se ter atenção para se vai haver ou não aumento de óbitos, pois esse indicador no momento teria a ver com a situação da vacinação no estado, a qual está bastante avançada”, colocou.

De forma geral, vê-se um quadro de melhora em SC. Três regiões aparecem pela primeira vez com risco moderado (cor azul) na última atualização do mapa: Meio Oeste, Serra Catarinense e Vale do Itapocu. Não há nenhuma região em risco gravíssimo.

“É uma expectativa bastante alta de que essa melhora continue nas próximas semanas, sempre reforçando que depende da população se vacinar com a primeira e a segunda dose, afinal a imunização só vem com a segunda dose ou com a dose única”, alerta a diretora da DITIG.

Mutirão

Neste fim de semana, o Governo do Estado promove um grande mutirão para que a população catarinense tenha a oportunidade de colocar a vacinação contra a Covid-19 em dia.

Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, 418 mil pessoas estão dentro do prazo para a segunda dose, mas ainda não receberam.

“Em conversa com o Cosems, o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina, o Estado propôs uma intensificação da vacinação contra a Covid-19 no próximo final de semana, visando especialmente a conclusão dos esquemas vacinais e a proteção da população. Temos a convicção de que poderemos contar com todos nesse grande mutirão”, afirma o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro.