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Governador diz que Santa Catarina volta à normalidade, mas mantém alerta

O governador destacou que o comitê de crise se mantém em alerta Fotos Jeferson Baldo/Divulgação/Secom

Por: OCP News Jaraguá do Sul

31/05/2018 - 15:05

“Santa Catarina está voltando à normalidade”, assegurou o governador Eduardo Pinho Moreira, em coletiva à imprensa nesta quinta-feira (31), no Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd), em Florianópolis. A declaração veio acompanhada de um agradecimento às forças de segurança do Estado, Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) e aos servidores que se empenharam nos dez dias de movimento, garantindo os menores impactos possíveis à população catarinense.

O governador destacou que o comitê de crise se mantém em alerta, com sinal amarelo, e que permanece a mobilização dos órgãos envolvidos na operação. “Aos poucos vamos retomando à normalidade, como no caso da saúde, em que as cirurgias eletivas suspensas neste período voltarão a ser inseridas no calendário de cada hospital”, afirmou.

 

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Campanha

Eduardo Pinho Moreira fez um relato das ações realizadas para minimizar os impactos causados pela paralisação, como escoltas de comboios de combustíveis, ração, medicamentos, oxigênio, gás e produtos químicos para tratamento de água. O governador anunciou uma campanha para o consumo de produtos catarinenses com intuito de auxiliar com mais rapidez a volta da normalidade na economia.

“Foram dias de tensão, dificuldades e expectativas sobre o movimento que parou o Brasil e em Santa Catarina não foi diferente. Nós teremos uma reunião com todos os setores produtivos do Estado para fazer uma radiografia completa das perdas que existiram e começaremos uma campanha para estimular o consumo dos produtos catarinenses para, de alguma forma, minimizar o impacto na nossa economia”, explicou Moreira, que se reúne com todo setor produtivo nesta sexta-feira, 1.

 

Rodovias liberadas

Durante os dez dias de paralisação, a Polícia Militar contabilizou mais de 95 mil quilômetros rodados, número equivalente a duas voltas ao mundo, além de 27 horas de voo do helicóptero do Serviço Aeropolicial (Saer), além das centenas de policiais e viaturas que garantiram que Santa Catarina amanhecesse sem nenhum bloqueio em rodovias estaduais e federais neste feriado de Corpus Christi.

“Tínhamos informações que a população não tinha. Nos adequamos à situação. Havia um forte apoio popular ao movimento até o domingo, então não podíamos intervir. A partir de segunda, quando identificamos que o movimento passou a ter caráter político, aí sim atuamos e em 48 horas trouxemos de volta a normalidade”, declarou o governador.

 

 

Trabalho continua

Nesta quinta-feira, as escoltas continuam pelo Estado e até que a situação esteja completamente normalizada. “A Polícia Militar está mobilizada nesta terceira etapa de atuação. Agora passamos a monitorar a volta à normalidade, intensificando nossa presença, principalmente no perímetro urbano. Vamos ajudar a controlar a questão dos preços abusivos, filas e corrida na busca dos suprimentos”, afirmou o comandante geral da Polícia Militar, coronel Araújo Gomes.

O abastecimento de combustíveis para a população também deverá estar normalizado até o fim de semana. Da distribuidora da Petrobras, em Antônio Carlos, saíram 1,2 milhão de litros de gasolina que garantiram a distribuição nos municípios da Grande Florianópolis.

Nesta quinta-feira, um comboio de 22 caminhões seguiu com escolta da Polícia Militar, Civil e Saer para o Sul, região que teve maior dificuldade no reabastecimento de combustível devido ao bloqueio em Imbituba, desmobilizado na noite de quarta-feira, 30.

Medicamentos e insumos para a saúde, que levariam mais tempo para chegar mesmo com a liberação das rodovias, foram enviados com o avião Arcanjo 04, do Corpo de Bombeiros, que realizou o transporte do aeroporto de Jaguaruna para o hospital de oncologia de Joaçaba.

A produção da agroindústria do Oeste também está a caminho do porto de Itajaí. Viaturas realizam a escolta de 150 veículos em um comboio que chega a 14 quilômetros de caminhões. Os aeroportos também estão funcionando normalmente. O comboio de caminhões com carregamento de querosene de aviação volta de Araucária sem problemas para reabastecimento.

 

Mantida produção de referência

Um dos setores mais afetados com a paralisação, o agronegócio catarinense, ganha dinamismo com o retorno à normalidade das principais atividades como o abate de aves e suínos e a coleta de leite das propriedades. “O setor da agricultura sofreu muito, porque além do grande volume de cargas que movimenta, trabalha com produtos perecíveis”, observou o secretário de Estado da Agricultura e Pesca, Airton Spies, que complementou: “Ainda assim, passamos por esse momento de extrema dificuldade, atuando no limite, mas saímos dele com a imagem preservada de um setor que produz com excelência e é referência em sanidade.”

Spies aponta que a agroindústria catarinense é responsável pela produção de, aproximadamente, 7 milhões de suínos e 206 milhões de aves, sendo que em situações de normalidade são abatidos cerca de 40 mil suínos e 3,2 milhões de aves por dia. Com as dificuldades para alimentar, abater e armazenar os animais, o secretário explicou que a comunicação entre o serviço público e a iniciativa privada foi permanente durante os dez dias de greve dos caminhoneiros.

“Usamos de todas as técnicas para minimizar os efeitos que pudessem causar a morte de animais, principalmente por inanição”, destacou Spies. Segundo o secretário, optou-se por práticas como apagar as luzes das granjas, para reduzir o metabolismo dos animais e evitar ainda mais desgaste. Como não foi possível utilizar a ração balanceada para a alimentação, Airton Spies antecipou que aves e suínos provavelmente não atingirão os padrões de porte e peso. “Foi um esforço árduo e conjunto, mas conseguimos preservar a vida e a biossegurança”, acrescentou.

No setor leiteiro, a volta das coletas nas propriedades também representa um alívio para os cerca de 48 mil produtores que entregam leite em Santa Catarina. A produção diária no Estado chega a, aproximadamente, 6,5 milhões de litros, conforme dados da Secretaria de Estado da Agricultura e Pesca.

Também prejudicado, o setor de hortigranjeiros volta a recuperar o ritmo de produção com a normalidade do abastecimento do Ceasa. Para estimular o setor produtivo, o Governo do Estado reforça a importância de que, num exemplo de solidariedade e união, a preferência seja pelo consumo dos produtos catarinenses.

 

Investigações e prisões

Segundo o delegado geral da Polícia Civil, Marcos Flávio Ghizoni Júnior, o trabalho da Polícia Civil será intensificado neste momento. “Além da atuação nas ruas, a Polícia Civil já estava monitorando os movimentos desde o início, identificando possíveis autores de crimes. Nós já estamos com uma sequência de inquéritos policiais instaurados e as pessoas serão responsabilizadas pelos seus atos”, afirmou.

Em casos isolados, como o do apedrejamento de um veículo particular em Imbituba, o autor poderá responder por tentativa de homicídio. “É o nosso papel levar ao conhecimento do Judiciário e do Ministério Público essas pessoas que praticaram crimes”, pontuou.

Durante a atuação, 23 pessoas foram conduzidas pela Polícia e outras 13 foram presas na noite de quarta-feira, 30, em Imbituba, sendo que nenhum é caminhoneiro. Duas pessoas foram presas em Caçador por desacato.

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Publicação da Rede OCP de Comunicação