O preço da gasolina voltou a subir esta semana com a aprovação do reajuste de 2,3% definido pela Petrobras. Esta é a terceira alta consecutiva este mês – apenas em novembro, o valor da gasolina vendida pela companhia já apresentou aumento acumulado de 6,7%. Em outubro, a alta foi de 6,6%. A empresa também aprovou o aumento do diesel em 1,9%. A decisão foi tomada pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP), que atua quando a variação no preço dos combustíveis excede a variação de 7% para cima ou para baixo no período de um mês. Segundo a empresa, o reajuste foi causado principalmente pelo aumento das cotações dos produtos e do petróleo no mercado exterior, assim como pela política de contenção de oferta determinada pela Opep (Organização dos Países Produtores de Petróleo). O aumento refere-se aos preços praticados para as refinarias, sendo que o repasse ou não para os consumidores depende dos postos de combustíveis. Na semana passada, o preço médio da gasolina voltou a subir nas bombas de todo o Brasil, passando de R$ 3,878 por litro para R$ 3,882. CONFIRA A NOTA DO SINDIPETRO O Sindipetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina) emitiu nota oficial explicando o cenário. Veja a íntegra do documento: O consumidor catarinense já deve ter percebido, a gasolina está mais cara. O Sindipetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina) informa que a alta ocorre devido à pressão sobre o custo dos combustíveis, principalmente, a gasolina C (vendida ao consumidor final), cujos componentes – 73% da gasolina A (gasolina pura) e 27% etanol anidro – continuaram a subir de preço em outubro. Aliado a isso, o governo catarinense elevou o Ato Cotepe/PMPF, desde o dia 1º de novembro, da gasolina comum de 3,7100 para 3,7700, e da aditivada de 4,770 para 4,9600. Desde maio, os valores subiram 0,18 e 0,19 centavos para as gasolinas comuns e aditivadas, respectivamente. O Ato Cotepe determina o valor para a base de cálculo de quanto será o ICMS sobre o produto em cada estado e é divulgado a cada 15 dias. A gasolina, dentro da nova política de preços da Petrobras, tem seu valor reajustado quase que diariamente, influenciado pelo valor do barril de petróleo, que ultrapassou o patamar de US$ 60 o barril. Somente em novembro, com o reajuste anunciado para essa quarta-feira (8), o combustível acumula alta de 7,2%. Desde o dia 21 de julho, quando o governo elevou o PIS/Cofins em 0,41 centavos, até o fim de outubro a gasolina na refinaria acumulou 19,3% de aumento. Da mesma forma o etanol anidro, com cotação em bolsa, divulgada semanalmente pela Cepea-Esalq-SP, está subindo de preço, são quase 0,20 centavos desde o final de agosto, face o período de entressafra da cana de açúcar, que se estende até março de 2018. Na atual composição do preço da gasolina, os impostos representam quase a metade (48,91%). O ICMS, tributos estadual, chega perto de R$ 1 por litro do combustível (R$ 0,943) e os impostos federais (CIDE e PIS/Cofins) somam R$ 0,652, no total R$ 1,595 referem-se aos impostos, somando o custo do produto (gasolina + etanol anidro), o valor da gasolina saindo da refinaria ultrapassa os 3,26. Para chegar ao consumidor final, ainda é preciso acrescentar o custo da distribuição e fretes, para só depois o produto chegar ao posto, onde o revendedor precisa calcular o ressarcimento de seus custos com mão de obra (funcionários), aluguéis, cartões, energia, manutenção, etc. O Sindipetro ressalta que os preços são livres em todas as etapas (produção, distribuição e revenda), cabendo aos agentes determinar seus preços com base em suas estruturas de custo. Entretanto, é importante manter a sociedade informada sobre alterações ocorridas em outros elos do mercado de abastecimento, evitando assim que os postos de combustíveis, último e mais visível elo dessa complexa cadeia, sejam responsabilizados por aumentos que lhes foram repassados. Por Rosana Ritta