A Fujama (Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente) quer reduzir em 10% a produção de lixo orgânico em Jaraguá do Sul até o ano que vem. Ainda sem data de início, o projeto segue em fase de elaboração e deve contemplar, na primeira fase, duas ações centrais: 1) a criação de uma cartilha com orientações sobre o reaproveitamento e a compostagem caseira de alimentos e 2) e a criação de locais para a compostagem coletiva. As informações são do diretor-presidente da entidade, Leocádio Neves e Silva. “Em Jaraguá do Sul, 50,8% do lixo produzido é de resíduos orgânicos. Se levarmos em conta que hoje a cidade produz em média 34 mil toneladas de lixo por ano, significa que 17 toneladas são de lixo orgânico”, contextualiza. A proposta surgiu ainda no ano passado, depois que as ações do programa Recicla Jaraguá começaram a tomar corpo. “Com a população mais consciente e envolvida, será mais fácil iniciar o projeto voltado ao lixo orgânico, já que esse material não tem valor agregado”, explica ele. Neves e Silva destaca que supermercados e restaurantes tendem a ser os principais geradores de lixo orgânico no Brasil, devido ao tipo de atividade que desenvolvem. A ideia é fazer uma cartilha com as principais dúvidas da população e as melhores soluções disponíveis, conta o presidente da Fujama. Outra proposta é o uso de áreas públicas e comunitárias para a instalação de composteiras coletivas. “Numa horta comunitária, por exemplo, quem planta poderá levar sua matéria orgânica, colocar na composteira e produzir o insumo que vai utilizar ali”, exemplifica. Conforme ele, a Prefeitura irá disponibilizar materiais sem uso para a fabricação das composteiras, evitando custos extras ao poder público. _PRF6629

A chefe de cozinha e empresária Zane Chiodini adotou o uso de pequenas porções para garantir a produção de quantias mais adequadas no bufê

Restaurante na Vila Baependi investe e diminui desperdício De acordo com um levantamento feito pela ONG ONU Verde, o Brasil está hoje entre os dez países que mais desperdiçam alimentos no mundo, com cerca de 30% da produção jogado fora na fase de pós-colheita. Segundo informações da Embrapa, do total de perdas, 10% acontece no campo, 50% no manuseio e transporte, 30% na comercialização e abastecimento e 10% no varejo e consumidor final. Em um restaurante na Vila Baependi, a empresária e chefe de cozinha Zane Chiodini adotou uma série de ações para garantir o controle dos alimentos servidos. “Nós temos um cardápio elaborado por porções menores do que o tradicional, o que nos permite fazer uma reposição dos pratos em quantias mais fáceis de controlar. Como a demora no preparo é uma grande preocupação, investimos em tecnologia, como um forno inteligente que prepara em 10 minutos o que o forno tradicional levaria 45 minutos”, relata a empresária. O restaurante atende, em média, 150 pessoas por dia. De acordo com a assistente de Vigilância em Saúde do município Nilciane Costa, o consumidor deve estar atento aos alimentos servidos, já que por lei não é permitido o reaproveitamento de comida em estabelecimentos comerciais. “Por determinação do Ministérios da Agricultura, as sobras de alimentos também não podem ser utilizadas para a alimentação animal”, salienta ela. A medida é tomada para evitar contaminações. Atualmente, não existe fiscalização ou controle a respeito de quanta comida é desperdiçada na cidade. Pesquisa da Akatu mostra que cada brasileiro gera em torno de um quilo de lixo por dia, sendo que 58% desse total é resíduo orgânico.