Nos dias 27 de abril até 1º de maio, quando aconteceram os Jogos Internos da Udesc de 2018 (Jiudesc), em Ibirama (SC), o time de handebol da Atlética do Cefid postou uma foto com os 12 jogadores vestindo a camisa da Atlética, onde três deles reproduziram o gesto com as mãos imitando o formato da genitália feminina, próximo ao órgão genital dos próprios estudantes.

A imagem, que foi postada inicialmente em modo público numa rede social,  repercutiu por grupos de Whatsapp do Cefid, além de outros grupos e de estudantes da Udesc. Na semana seguinte, universitários, em revolta ao registro feito, produziram manifestações com cartazes e panfletos, que foram espalhadas pela faculdade, questionando sobre o sexismo.

O caso levou acadêmicas do Coletivo Feminista, de dentro da faculdade a fazerem um manifesto também via redes sociais, postando a foto do ocorrido junto com uma declaração como nota de repúdio em indignação ao ato. A nota foi levada à diretoria, que nesta terça-feira (8) realizou uma reunião para abordar e analisar a situação e tomar as decisões.

A reprodução gerou polêmica pois no ano passado o mesmo gesto foi registrado por alunos de Medicina, do Espírito Santo, que apareceram em uma foto publicada nas redes sociais vestindo jaleco, com as calças abaixadas até os tornozelos e fazendo o mesmo sinal com as mãos, remetendo à genitália feminina.

Uma ex-aluna de educação física do Cefid, Cynthia Ribeiro, em 2017 relatou que fez um manifesto contra o cantor MC Livinho, que iria se apresentar em uma festa da Atlética do Cefid, porque bem na época do show, gerou-se a polêmica de uma música que o cantor lançou, onde o refrão recebeu muitas críticas via redes sociais, por fazer apologia ao estupro. Devido essa declaração, hoje em dia a diretoria do Cefid tem que levar qualquer ação para um Diretório Central para ser aprovado etc.