O interesse dos acadêmicos dos cursos de graduação tecnológica do SENAI mostra que eles querem e vão conseguir ir longe. Iniciado no ano passado, o Fórmula SAE é mais uma ferramenta à disposição deles e que estimula o desenvolvimento de produto, onde os estudantes devem conceber, projetar, fabricar, e competir com carros elétricos de corrida estilo fórmula. Pela própria vontade dos alunos, já que é um projeto extra-curricular onde eles se dispõem a participar fora do horário das aulas - geralmente nos finais de semana, o projeto começa a ganhar vida e, se tudo der certo, em outubro deverá ganhar as pistas da competição nacional. Os alunos dos cursos de Automação Industrial, Fabricação Mecânica e Design de Moda trabalham juntos para criar o carro e participar da competição. Através do gerenciamento do projeto e construção, eles conseguem aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo do curso. De acordo com o professor e coordenador do Fórmula SAE, Gilberto Moreira, esse projeto segue o perfil diferenciado traçado pelo SENAI propondo aos acadêmicos projetos educacionais inovadores. “Um projeto desse porte é trazido para a sala de aula como meio de estudo. O principal objetivo dele é a construção de um carro de fórmula totalmente elétrico -que participe de um competição a nível internacional, mas acima de tudo é uma maneira de os alunos inovarem, aprenderem sobre trabalho em equipe e a empreenderem”, diz. carros No ano passado, o coordenador e o capitão da equipe Douglas Zoz, aluno do curso de tecnologia de Fabricação Mecânica fizeram uma visita a competição para conhecer as equipes e estrutura. Para este ano, o objetivo é participar do evento com o próprio carro. Os acadêmicos já fizeram um protótipo e seguem trabalhando nele. Além de desenvolverem todo o carro, os próprios acadêmicos tem que encontrar formas para viabilizar ele, ou seja, correr atrás de patrocínios. “É um projeto pesado e com custos altos, e o aluno, além de desenvolver, tem que buscar os investidores. O SENAI entre com uma contrapartida, mas a ideia é que eles busquem porque um dos objetivos é empreender, saber buscar recursos”, afirma. Para isso, eles elaboraram estratégias de patrocínio, eventos e desenvolveram uma linha de produtos (camisas, bonés, etc) que poderá ser comercializada. Como é um projeto continuado, ou seja, onde a equipe do SENAI participará todos os anos, Moreira explica que a cada início de ano letivo novos acadêmicos serão incluídos na equipe. “É um projeto onde professor e alunos aprendem e evoluem juntos, pois é algo diferente para ambos. É um desafio bem interessante porque, aplicando essas situações de aprendizagem, dando certo e se engajando em um projeto desse tamanho, você percebe que a escola se aproxima mais da indústria, estando próximo ao que o aluno vai encontrar em seu trabalho “, comenta. Moreira enfatiza que esse rompimento com métodos tradicionais de ensino, onde o conhecimento não está restrito à sala de aula, é um grande passo dado pelo SENAI e que qualifica de todas as formas o estudante. “Preparar o aluno não apenas para o conhecimento, mas com habilidades o suficiente para gerenciar os conflitos que acontecem no dia a dia e em uma velocidade que o empresário precisa. Antigamente o tempo de resposta era muito maior, as inovações tecnológicas eram mais lentas, mas agora o aluno precisa ter essa “pegada” da pesquisa e inovação. Estar preparado para inovação no dia a dia e fazer mais com menos”, completa.