A quantidade de fios emaranhados em alguns postes espalhados por Jaraguá do Sul salta aos olhos da população. É quase impossível não notar, em algumas situações, o volume da fiação pendurada nos postes de iluminação pública. Mas essa situação deve mudar ao longo dos próximos três meses, especialmente nas ruas que circundam o centro da cidade, garante o gerente regional da Celesc, Wagner Vogel.

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O mutirão iniciou ontem (23) com a primeira equipe trabalhando nas ruas. O primeiro trecho a passar pelo mutirão para diminuição do emaranhado de fios vai do entorno da praça Ângelo Piazera, na rua Quintino Bocaiuva, até o cruzamento das ruas Expedicionário Antônio Carlos Ferreira com João Planincheck.

De acordo com Vogel, a ação deve durar três meses e irá envolver 12 empresas de telefonia e internet que prestam atendimento na cidade e instalam a fiação que acaba acumulando nos postes. Conforme o gerente regional da Celesc, nesta primeira semana, quatro empresas estarão realizando o recolhimento dos fios que não são mais utilizados e continuam expostos. “Nesta primeira etapa, as quatro empresas tem até quinta-feira para encerrar a sua parte”, diz.

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Embora elas estejam nas ruas trabalhando e exista a possibilidade de transtornos no trânsito, Vogel conta que o cronograma de horários, neste primeiro momento, é definido pelas próprias empresas que tem a liberdade de definir melhores rotas de trabalho. O gerente regional garante que se este esquema de organização não funcionar dentro da expectativa, as definições podem ser alteradas.

“As empresas se organizam para trabalhar conforme o melhor horário também para tentar não interferir muito no trânsito e só na quinta-feira a gente vai conseguir medir para saber se o trabalho, desta maneira, foi satisfatório. Então, podemos dizer que essa é uma semana de percepção do resultado”, explica. “Neste momento, entendo que todo mundo está fazendo a sua parte, na sua velocidade”, completa.

O cronograma prevê que em três meses, 30 quilômetros de vias passem pela ação. Segundo o gerente, serão 2,5 quilômetros a cada semana de trabalho. “Quem define quais ruas passarão pelo serviço a cada semana é a Prefeitura, mas a forma de controle está sendo organizada na Celesc”, diz.

Segundo ele, muitas demandas recebidas pela Celesc são reclamações, tanto da população quando da Prefeitura, em relação às condições da fiação nos postes. A partir daí, o gerente se reuniu com o governo municipal e com as empresas prestadoras de serviço para traçar uma solução.

“Na tentativa de trazer uma resposta proativa e solucionar esse problema, chamamos a Prefeitura e as empresas para reuniões e dali surgiu a ideia dessa força-tarefa”, ressalta.

Antes mesmo de a reunião ser realizada, conta Voigt, o poder público já havia mapeado os pontos mais críticos. Desta maneira, os trabalhos se concentram na região central e em ruas de maior movimentação, como a Reinoldo Rau e Epitácio Pessoa, por exemplo.

Para o gerente, além desse emaranhado de fios afetar visualmente a cidade, os cabos mantidos no poste sem necessidade podem se romper, levando risco a pedestres e veículos. Outro ponto para o qual ele chama a atenção é a sobrecarga que o excesso de fios pode causar sobre os postes, mas, de acordo com ele, isso acontece apenas em casos extremos.

Voigt alerta também sobre a possibilidade de os trabalhos ocasionarem possíveis quedas nos serviços de telefonia e internet, mas lembra também que a responsabilidade é das empresas prestadoras de serviço.

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