Com um primeiro mandato voltado ao equilíbrio das contas e ao trabalho social, com foco na Saúde e Educação, o novo governo do prefeito reeleito de Schroeder, Osvaldo Jurck (PSDB), deverá priorizar o desenvolvimento econômico e produtivo do município. Sem ter deixado suas atividades administrativas na Prefeitura para tocar a campanha e mantendo a rotina de gestor, Jurck falou sobre os desafios do próximo mandato que, também por conta da dificuldade financeira do País que atinge os Municípios, será o de fomentar o aumento da arrecadação. Para isso, o prefeito vai contar com ferramentas que proporcionam informação e planejamento, como o Plano Diretor do Município, em processo de revisão, a fim de preparar a cidade para atrair e reter investidores. O setor de Turismo também é uma das potencialidades que Jurck pretende desenvolver com a iniciativa privada. ENTREVISTA O senhor disse que não buscaria reeleição, mas acabou decidindo concorrer e ganhou com uma diferença de 206 votos. O que esse cenário representa? A decisão foi realmente em cima da hora, a convenção, não havia essa previsão, mas até por uma solicitação dos próprios partidos coligados (decidiu concorrer). Uma boa parte da comunidade também achou interessante, até porque nosso município está num equilíbrio orçamentário legal e para poder dar sequência aos trabalhos que hoje estão sendo executados. Quanto à parte eleitoral, não é sempre que nós temos três candidatos, geralmente são sempre dois. Tivemos dois adversários fortes, dois ex-prefeitos, um como candidato cabeça de chapa outro como vice-prefeito, na outra chapa, o que valorizou muito e acho que é uma maneira de dar boas opções para a comunidade. Sendo uma reeleição, como funcionará a transição de governo, ou como será o encerramento desta gestão e início da próxima? Nós, indiferente de resultado de eleições, tínhamos programado finalizar esta gestão com os nossos números bem controlados, como prevê a lei. Nesse momento estamos dando sequência naturalmente nos trabalhos do município para poder fazer essa transição, o fechamento desse ano e depois continuar outro. Lógico que com essa confirmação de continuidade a gente pode antecipar algumas situações. Muitas situações a gente acertou, tem algumas que tem que rever, são coisas próprias da administração. A mesma situação com a composição de quadro de pessoal também. A gente vai estar analisando, avaliando, vamos também ouvir nossos partidos coligados, que têm direito a dar opinião, e também o futuro vice prefeito Adriano (Kath, PSDB), para em conjunto chegar num bom termo. O senhor pretende mexer no quadro da Prefeitura, ou pretende alterar alguma forma de trabalho? E quanto ao secretariado, alguma mudança? A parte de aumento de secretarias está descartada, hoje estamos somente com quatro. O organograma do Município também será reavaliado, a princípio já está bem formatado, vamos ver certinho onde podemos fazer a compactação de um ou outro detalhe, de repente, pessoas também. Mas são situações que vão ser analisadas individualmente até final de outubro. Não é que não façam um bom trabalho, mas às vezes há necessidade de fazer um remanejamento, pois pode acontecer de a pessoa não se adequar àquela função, mas poder ser útil em outro local. Vamos ver tudo isso, ouvindo os partidos coligados e também o vice-prefeito eleito. Qual será o foco desta gestão? Quais serão os desafios? Neste mandato, trabalhamos primeiro para arrumar as contas, como o Município tinha certo endividamento, o liquidamos, e também focamos no social, as pessoas, porque para pessoas não tem como dizer não. Então trabalhamos a Educação e Saúde, com escolas, creche, postos, e contratação de pessoas, como professores, médicos. Como nós recuperamos o Município, ele está equilibrado, agora a gente está pensando em trabalhar bastante a parte econômica, produtiva. Além de mantermos o trabalho na educação e saúde, nosso foco agora é trabalhar também essa parte econômica, dar equilíbrio de arrecadação. Vamos dar prioridade, junto com o turismo. Nós temos uma parceria já firmada com a Facisc, o projeto DEL (Desenvolvimento Econômico Local), onde vamos ter números mais consistentes para tomada de decisões, e também estamos finalizando a revisão do nosso Plano Diretor, devemos finalizar final de outubro, início de novembro. E com a parte da Rua Rio de Janeiro com a empresa já licitada, com a pavimentação dessa via a gente já viu interesse de empresas em nosso município, porque vai ter facilidade de acesso. Junto com a associação comercial e com base no Plano Diretor, pensamos em criar núcleos industriais em outras regiões do município, além de Schroeder I, com certos tipos de empresa em determinados locais, próximo aos trabalhadores, para que não tenham que se deslocar muito. Também avaliamos fazer um leilão de terrenos que não são úteis para o município, com aprovação da Câmara, para investir em um terreno único onde seria possível instalar uma incubadora de negócios, para inovação. Como o senhor avalia a nova composição da Câmara de Vereadores? O que espera do trabalho com os vereadores? Ficou três a seis (base e oposição), mas acho que vai ser muito tranquilo, de muito dialogo. Devemos nos reunir na semana que vem com os vereadores eleitos, vamos trocar uma ideia. A gente conhece bem todos eles, são pessoas da comunidade, bem comprometidos, acho que o objetivo maior sempre vai ser o município, eles vão estar lá defendendo interesses deles, fiscalizando, mas o nosso projeto é sempre ao encontro dos anseios da comunidade, não vejo problemas maiores. Quatro foram reeleitos, os outros são pessoas novas, que já estão envolvidas com trabalhos comunitários, tenho certeza que vai andar dentro da normalidade. Tem as pessoas mais experientes e as pessoas novas, que vão somar, dar um oxigênio novo.