A diretoria do Floripa Airport recebeu nesta sexta-feira à tarde uma comitiva de peso para conhecer in loco as obras do novo terminal do Hercílio Luz. Passaram por lá o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, o governador Eduardo Pinho Moreira, o prefeito Gean Loureiro e representante da Anac, vindo de Brasília. Após conferir o ritmo acelerado imposto pelos suíços, o governador Eduardo Pinho Moreira classificou como vergonhosa a letargia do Estado na solução para a novela do acesso ao novo terminal, no trecho de 2,6 quilômetros (dividido em dois lotes), que segue sem solução. "Determinei às equipes técnicas que apresentem uma solução definitiva até a próxima semana", disse. A declaração soou como música aos ouvidos do CEO do Floripa Airport, Tobias Markert. Mesmo com toda a diplomacia, ele já não consegue esconder o desconforto com a demora para o fim do imbróglio. O Deinfra garantiu em janeiro, pela milionésima vez, que o acesso será entregue ainda em meados de 2019, quando será concluído o novo terminal orçado em R$ 550 milhões. Vale lembrar que o trecho da discórdia chegou a ser dividido em dois lotes para acelerar os trabalhos. O primeiro, de 1, 4 quilômetros, até teve a licitação realizada e uma empresa venceu o edital ao custo de R$ 36 milhões. É isso mesmo: mais de R$ 30 milhões para construir um quilômetro de rodovia. Bom, mas aí já são outros quinhentos. Só que até agora a ordem de serviço não foi assinada porque a segunda colocada está questionando o resultado. Ou seja, ainda não tem prazo para começar. Já no outro trecho, de 1,2 quilômetros, e que também envolve desapropriações, nem sinal de fumaça. O edital ainda não foi lançado. Quem conhece ritmo de obra pública sabe que, na prática, os investimentos estão atrasados em relação aos privados. E muito. O ministro Vinicius Lummertz  também destacou o quanto a burocracia estatal pode influenciar negativamente no desenvolvimento econômico. "Este  impasse se arrasta desde 2009", comentou. Aos menos no discurso, mais uma vez, todos saíram otimistas da visitação. Basta aguardar os próximos capítulos para descobrir qual carta os governos federal e estadual estão guardando na manga. Caso contrário, a pressão será insuportável.