A secretária de Assistência Social, Trabalho e Habitação, Romanna Remor, buscou informações nesta quinta-feira, 19, no Ministério do Desenvolvimento Social, em Brasília, sobre o fluxo migratório de venezuelanos no Brasil. Existe um pedido de ajuda humanitária do Governo Federal através de uma coordenação entre estados e municípios para a interiorização dos venezuelanos. “Levaremos este pedido de ajuda ao governador, aos prefeitos e as instituições não governamentais que tenham interesse em participar deste esforço humanitário. O ministro disse que há um auxílio financeiro mensal por imigrante e que a média de permanência destas pessoas nas instituições é de até sete meses”, frisa a secretária. De acordo com o ministro de Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, acredita-se que tenham chego ao Brasil em torno de 40 mil venezuelanos nos últimos meses. Destes, muitos não dependem de ações governamentais, pois são profissionais liberais e se deslocam por conta própria pelo país. “O nosso problema são os indígenas, uma parcela vulnerável que não quer sair das proximidades das suas terras, são nômades e desconhecem a fronteira do país. Existe ainda outra população, estimada entre 15 e 20 mil imigrantes, que necessitam de interiorização, porém, alguns preferem permanecer em Roraima por causa da proximidade com a Venezuela, enquanto outros expressam a vontade de migrar e reiniciar a vida em outras cidades”, explica o ministro.

Migrações

A meta é interiorizar 500 venezuelanos até o fim deste mês, sendo que já foram realizados em torno de 260 deslocamentos. Já para maio, o objetivo é encaminhar mais mil pessoas aos municípios brasileiros. Cidades como Cuiabá, São Paulo, Campinas, Manaus, Goiânia e Florianópolis foram contatados. “Não estipulamos um número de vagas, estamos sensibilizando os governos estaduais, municipais e as instituições privadas em busca de disponibilidade de vagas”, assegurou o ministro. Romanna salientou ainda ser solidária com os desafios dos municípios, locais onde as políticas públicas são executadas. “Não existe nenhuma uma imposição, apenas um pedido de ajuda. Em São Paulo, o ministro expôs que a experiência está sendo positiva com os imigrantes conseguindo se posicionar no mercado de trabalho em um curto período de tempo, conquistado assim a sua auto-suficiência”, coloca. Beltrame destacou ainda que 80% dos venezuelanos têm boa escolaridade, com ensino médio ou superior concluído. Apesar da dificuldade com a comunicação, os imigrantes chegam ao Brasil com carteira de trabalho e demais documentos, portanto, aptos ao trabalho. O Governo Federal ainda está trabalhando na montagem de 11 abrigos, ambos em Roraima, com capacitada de para 500 pessoas cada. *Com informações de assessoria de imprensa