Florianópolis completa nesta terça-feira, 23 de março, 348 anos celebrando sua eterna beleza, mas sem muito o que comemorar diante dos números cada vez mais assustadores da Covid-19.

O mesmo paraíso de praias, dunas e lagoas convive com leitos de UTIs lotados, ameaça de falta de medicamentos e 634 mortes desde o início da pandemia, um ano atrás, conforme os números do Covidômetro.

 

O lado bom

O lado do bom a capital são os dados que atraem cada vez mais pessoas de todos os cantos do planeta. Florianópolis está no sexto lugar no ranking das 10 cidades mais hospitaleiras do Brasil pelo Airbnb, plataforma de compartilhamento de lares que atua no mundo todo. Conforme o Tourist Maker, site especializado em turismo pelo mundo, é uma das melhores cidades para se morar na América do Sul.

Seus IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mais alto entre as capitais, com 0,847, segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano do Brasil. No ranking nacional, é a quinta melhor cidade para se viver, entre os 300 maiores municípios do Brasil analisados pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon.

 

O lado ruim

Até bem pouco tempo, os maiores problemas de Florianópolis eram o trânsito e a violência, mazelas que nem incomodam mais diante da tragédia do novo coronavírus. O site Covidômetro, criado pela prefeitura para reunir os dados sobre a Covid-19 na Capital, aponta números que deixam a quase todos em alerta permanente. Confira:

 

Sem comemoração

Nesta data especial, a prefeitura da Capital não preparou nenhuma comemoração especial. Apenas um pacote de obras foi lançado.

“Graças ao nosso planejamento de gestão feito há quase quatro anos, conseguimos colocar a casa em ordem e disponibilizar recursos para dar continuidade à algumas demandas antigas da população. Será novamente um aniversário diferente, sem muito contato com quem tanto ansiava por essas melhorias, mas temos certeza que a alegria em receber esse presente será o mesmo”, comenta o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro.

O tradicional Ricaldinho da Ilha, evento promovido pelo jornalista e produtor cultural Ricardo Machado, que sempre marcou o aniversário da cidade, há dois anos não acontece.

A tradicional sessão especial da Câmara de Vereadores, onde são entregues as principais honrarias aos moradores da Capital, também não será realizada.

O momento é de reflexão e isolamento, em respeito aos óbitos e a quem luta para enfrentar o pior drama dos nossos tempos.