O problema dos fios soltos nos postes de Jaraguá do Sul volta a ser debatido no município, em uma nova tentativa de solucionar o impasse. Em abril, a gerência da Celesc se reúne com representantes das 12 empresas que compartilham da rede de telecomunicações do município e com representantes da Prefeitura para a criação de uma força tarefa que deverá readequar a situação das principais ruas da cidade. O gerente regional da Celesc no município, Wagner Felipe Vogel, informa que as 12 empresas já confirmaram presença na reunião, marcada para o dia 12. Há dois meses atuando na regional, o gerente relata que foi procurado pelo secretário municipal de Planejamento e Urbanismo, Eduardo Bertoldi, cobrando a resolução definitiva do problema, que é recorrente. “Todos os dias recebemos reclamações da população sobre fios soltos, fios que formam aquelas barrigas, até rolos de fios caídos no chão e amarrados em árvores e postes”, relata o secretário. Em seis meses, informa Bertoldi, a secretaria de Urbanismo já aplicou cerca de R$ 100 mil em multas à Celesc por causa da situação de fios soltos. Além da estética, o secretário pontua o risco à segurança da população. Diante do caso, a Prefeitura realizou um mapeamento da cidade, apontando as principais ruas e os casos emergenciais para serem resolvidos em um primeiro momento. O levantamento indicou vias centrais como Marechal Deodoro da Fonseca, Reinoldo Rau, Epitácio Pessoa, Getúlio Vargas, Barão do Rio Branco, José Planincheck, entre outros locais. No entanto, ele reforça que o problema existe em toda a cidade. A partir deste levantamento, levado pela Secretaria à Celesc – em uma tentativa de provocar a companhia para resolver o problema que já vem sendo discutido no Ministério Público desde 2014, observa o secretário -, é que a regional irá delinear com as empresas o funcionamento da força tarefa. Segundo o gerente, o propósito é que cada empresa faça a adequação de seus fios, e aqueles que ainda ficarem nos postes, que não têm donos, serão retirados pela própria Celesc, que é a responsável pela fiscalização e cumprimento dos contratos com as empresas. Futuramente, complementa Vogel, a ideia é criar um projeto piloto de manter na própria regional profissionais responsáveis pela fiscalização às empresas, que hoje se concentram em Florianópolis.