Fernando da Silva Comin reassumirá, na manhã de sexta-feira (9), às 10h, a chefia do Ministério Público de Santa Catarina. A solenidade será virtual e poderá ser acompanhada pelo canal do YouTube do MPSC.

"Nosso objetivo para os próximos dois anos é seguir construindo um Ministério Público cada vez mais sintonizado com os desafios e necessidades do nosso tempo. O enfrentamento da pandemia, que ainda não acabou, continua sendo uma das nossas principais causas. Infelizmente muitas pessoas ainda estão morrendo. Vamos seguir agindo com independência e rigor na defesa da vida dos catarinenses", disse Comin.

Em 2019, ele assumiu a chefia do MPSC e colocou em prática um plano de gestão focado em inovação e na descentralização das estruturas de combate e investigação à corrupção.

Comin também apostou na intensificação do combate às organizações criminosas e à lavagem de dinheiro e na utilização da tecnologia para se aproximar ainda mais da sociedade.

No início da pandemia, em março de 2020, ele foi o responsável por instituir o Gabinete Gestor de Crise, possibilitando reuniões periódicas com promotores de Justiça, para traçar estratégias conjuntas de atuação nas mais diversas áreas, incluindo a saúde pública.

Crimes cibernéticos

Entre os projetos previstos por Comin, para a próxima gestão, está a implementação de um grupo para enfrentamento de crimes cibernéticos, que será vinculado ao Centro de Apoio Operacional Criminal e da Segurança Pública (CCR).

A ideia, que já vinha sendo estudada, ganhou força no último ano em razão da pandemia, que trouxe luz a uma série de crimes, como notícias falsas com conteúdo criminoso, discurso de ódio, pedofilia, injúria racial, racismo, golpes contra consumidores, entre outros.

"Os crimes cibernéticos ficaram ainda mais evidentes no último ano. São crimes muitas vezes de apuração complexa que precisam ser combatidos com rigor. Inicialmente vamos criar um grupo de atuação especializado para auxiliar as Promotorias de Justiça de todo o estado, mas podemos evoluir para a criação de uma Promotoria de Justiça específica para o combate a esses crimes", explicou Comin.

Combate à corrupção

Outro dos principais objetivos da nova gestão será a reestruturação do grupo anticorrupção, a fim de possibilitar a colaboração efetiva nas causas que envolvam o Estado de Santa Catarina.

Além disso, o grupo trabalhará para identificar situações - de maior complexidade ou grave repercussão social, econômica, jurídica - em que seja necessária a instituição de forças-tarefas.

Comin foi reeleito com 87% dos votos dos válidos dos membros da instituição. Candidato único, ele reconhece que a inédita situação institucional lhe traz mais responsabilidade.

"Recebi com alegria a notícia de candidatura única, mas logo compreendi o peso da responsabilidade que foi transferida a mim e a minha equipe na condução de uma nova gestão. Nosso objetivo para os próximos dois anos é seguir construindo um Ministério Público cada vez mais sintonizado com os desafios e necessidades do nosso tempo", afirmou.

Com informações do MPSC