É chegada a hora dos espectadores, músicos e professores se despedirem da grande maré de concertos que “inundou” Jaraguá do Sul de música clássica nos últimos 14 dias. Hoje, o dia tem tom de saudade e deixará um gostinho de “quero mais” para quem acompanhou a 11ª edição do Festival de Música de Santa Catarina (Femusc), seja na plateia, no palco ou nos bastidores - e até mesmo de casa com a transmissão online. Nas duas semanas que passaram, a cidade respirou música erudita, conheceu e conviveu com diferentes culturas e se tornou um polo de aprendizado e de trocas de experiências, além de palco para o surgimento de amizades e oportunidades para os jovens músicos. Boa parte de tudo isso que se despede hoje de Jaraguá do Sul certamente permanecerá na alma e na essência dos músicos. Tal legado é enfatizado pelo maestro e diretor artístico do Femusc, Alex Klein. Considerando esta a “melhor edição do festival” e com expectativa superada, ele felicita o saldo positivo, a qualidade e o comprometimento das pessoas envolvidas no evento. “O que ficou bonito é que tivemos um grupo de alunos especial. Eles são muito dedicados, cheios de energia, mais calmos. Por alguma razão, tivemos menos conflitos de personalidades e gente ‘perdida’ pelos corredores do Femusc.

CONFIRA COMO FOI O DIA DE ÓPERA NO 11º FEMUSC

https://www.youtube.com/watch?v=r4gYUnakyfI Foi um ano difícil por causa das coisas de ópera, a primeira semana foi semi-encenada e relativamente mais fácil de fazer, mas a ópera grande é muito complicada de fazer. Agora entendo porque outros festivais preferem não fazer”, diz, referindo-se à obra Carmen, apresentada ontem à noite. Klein enfatiza que o melhor foi que os alunos tiverem a experiência de participar da produção de uma ópera verdadeira. “Como projeto educacional nós temos que fazer isso. Nós aqui estamos ensinando nossos jovens a fazer isso, por sorte temos professores qualificados e que estão nos ajudando “, diz. Ele completa dizendo que nas últimas duas semanas conseguiram “o oásis de uma sociedade perfeita onde não existem fronteiras, separação de idiomas, onde as pessoas lutam por uma causa em comum, cada um com sua função e produzem algo lindo”. Para o próximo ano, ele ainda não revela muitas novidades, mas deixa a expectativa no ar sobre a inclusão de um novo programa no festival. Explica que é o momento de ouvir professores, alunos e equipe da organização para saber como tudo funcionou e o que pode ou deve ser alterado. O número de vagas oferecido este ano deve ser mantido na próxima edição. “Aumentar é possível, mas põe pressão na infraestrutura, amarra, impedindo que o festival cresça. Nos preocupamos com o qualitativo, ainda temos muitos desafios pela frente, acredito que o número de 400 vagas para o Femusc seja compatível com o eventual crescimento”, explica. Entre as vontades para a próxima edição, está o desejo de um “esforço maior para valorizar a canção latinoamericana junto com a brasileira”. FEMUSC - 11º Festival de Música de Santa Catarina   Informações adicionais: O 11º Festival de Música de Santa Catarina - Femusc- ocorre de 17  a 30 de janeiro, no Centro Cultural de Jaraguá do Sul, Santa Catarina. Maior festival-escola da América Latina e um dos mais importantes eventos do mundo, reúne reúne cerca de 700 participantes representando 20 países. Deste total, 600 estudantes e 55 professores e regentes, integrados em uma programação de mais de 200 atividades entre concertos e apresentações em espaços alternativos. PARA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O 11º FEMUSC: Assessoria de Imprensa – (47) 3274-8348 e (47) 9121-7469 / imprensa@femusc.com.br ENQUETE O que você leva na bagagem após o Femusc? “Um festival lindo, onde conheci muitas pessoas e tive a oportunidade de conviver com grandes maestros.” Matias Alfaro, 20 anos, Chile “É um festival onde se aprende muito, os músicos - em especial a banda que eu lidero - desenvolveram-se muito. Aqui a gente vê os jovens vindo de muitos lugares e gastando uma grana porque querem aprender e se desenvolver musicalmente. Os pais, todos nós, temos orgulho disso por ver que eles estão no caminho certo.” Dietmar Wiedmann, Alemanha “O trabalho é muito interessante, feito com as professoras e também orquestras, algo realmente desafiador. Aqui aprendemos e exercitamos a capacidade de ser diverso e efetivo em muito pouco tempo.” Eve Matin, 21 anos, Peru “Saio daqui muito contente porque aprendi muito, os maestros de oboé são excelentes. Participei de muitos concertos e o fato de poder tocar fez eu me sentir uma artista de verdade.” Maria Del Mar Sanchez, 22 anos, Colômbia “É muita experiência boa porque pude conhecer a realidade da harpa em outros países através dos alunos. Aqui não aprendemos só a ser músico, mas como a ser um artista e uma pessoa completa. Não são só professores de música, são de alma.” Gabriel Vieira, 17 anos, Jaraguá do Sul “Gostei muito porque pude conviver com pessoas de muitas partes do mundo, bons maestros e o que gosto mais é que me parece que é um festival para toda a comunidade. Pude perceber como a cidade gosta do festival porque todos ficam felizes em vir para o Femusc e assistir aos concertos.” Sandra Corrales, 29 anos, Colômbia A experiência de quem “escreve” o festival As palavras que envolvem e “resumem” o dia a dia do Festival de Música de Santa Catarina (Femusc) têm a mão ou um toque de Ronaldo Corrêa. Dando um suporte na primeira edição e atuando como assessor de imprensa nas seguintes, o jornalista é quem coordena a equipe de assessoria e compartilha a experiência de conviver por tantos anos nesse ambiente musical que o festival promove em Jaraguá do Sul durante duas semanas. Mais do que aprender e cultivar o gosto pela música clássica, para ele o festival traz ganhos que são levados por toda a vida, como as amizades. “Ele traz essa coisa boa de você se aculturar, aprender a cada dia. Nesse período conheci pessoas da área da música que acabaram que me ajudando muito de inúmeras maneiras”, conta. Ele conta que com o festival aprendeu a se disciplinar e a planejar, assim como as orquestras e os músicos fazem. Além disso, o jornalista destaca a oportunidade que teve de conhecer como a orquestra funciona, os bastidores do concerto e os diferentes instrumentos. “O Femusc é um festival com a característica humanística muito grande e trabalhar nele é gratificante. É o desafio de transformar todo esse produto de qualidade em conteúdo de forma atrativa aos olhos dos leitores”, diz. Corrêa enfatiza que, em todos esses anos, o que mais lhe chama a atenção é que a “música não tem barreiras e o Femusc se torna uma aldeia global de música” e o retorno para a comunidade jaraguaense, na qual atua há 16 anos. “Vai muito além da questão econômica, é um pouco mais de conhecimento, pensamentos diferentes. Traz pluralidade, conceitos de cultura diferentes e agrega conteúdo. A nossa região só tem a ganhar com essa qualidade de informação”, completa. FEMUSC - 11º Festival de Música de Santa Catarina   Informações adicionais: O 11º Festival de Música de Santa Catarina - Femusc- ocorre de 17  a 30 de janeiro, no Centro Cultural de Jaraguá do Sul, Santa Catarina. Maior festival-escola da América Latina e um dos mais importantes eventos do mundo, reúne reúne cerca de 700 participantes representando 20 países. Deste total, 600 estudantes e 55 professores e regentes, integrados em uma programação de mais de 200 atividades entre concertos e apresentações em espaços alternativos. PARA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O 11º FEMUSC: Assessoria de Imprensa – (47) 3274-8348 e (47) 9121-7469 / imprensa@femusc.com.br