Por Heloísa Jahn Além de boa literatura, a Feira do Livro de Jaraguá do Sul sempre procurou trazer convidados que levantem questões importantes em conversa com o público. E neste ano não será diferente. Além de Eduardo Spohr e Fabrício Carpinejar, a organização confirmou a presença de Fernanda Young e Ricardo Aleixo (foto principal), dois nomes da literatura brasileira que defendem causas sociais. Escritora, atriz, roteirista e apresentadora de televisão brasileira, Fernanda Young é conhecida por não ter papas na língua e pela ferrenha defesa aos direitos das mulheres. Com 20 anos de carreira, ela é autora dos livros “Estragos”, “O Pau”, “A Louca Debaixo do Branco”, “O Efeito Urano” e “Dores do Amor Romântico”, entre outros. Ela estará na Feira no dia 12 de agosto, quando conversará com o público sobre suas obras, carreira e ideologia. IMG_2332 Ricardo Aleixo também é um artista múltiplo. É escrito, artista visual, sonoro, cantor, compositor, performer, ensaísta e editor. Ele já se apresentou na Argentina, Alemanha e França, entre outros países, e assina os livros “Modelos vivos” – finalista dos prêmios Portugal Telecom e Jabuti (2011) – “Festim”, “Quem faz o quê?”, “Trívio”, entre outros. Ele leva para o evento jaraguaense, no dia 19 de agosto, a performance “Antiboi”, baseada nos poemas do de seu mais recente livro. Durante 50 minutos, o poeta mineiro utiliza recursos emprestados de áreas como a música, a radioarte, o vídeo e o teatro apresentar o conceito de “poesia expandida”. De acordo com o coordenador geral da Feira, João Chiodini, os dois convidados retratam a pluralidade que o evento procura alcançar. “O Ricardo Aleixo e a Fernanda Young traduzem um pouco do que é a filosofia da Feira, onde sempre prezamos em apresentar todos os gêneros que se utilizam da palavra para ampliar vozes que muitas vezes são abafadas”, diz. Já a presença de uma escritora mulher que defenda uma ideologia com força é necessária para ampliar o debate e mostrar que questões como feminismo, movimento LGBT, literatura negra e indígena “não são apenas um ponto de vista ou segmento”, defende Chiodini. “No histórico da Feira do Livro sempre olhamos e trouxemos a boa literatura. E grande parte desses nomes foram mulheres. Enquanto toda a sociedade não cessar com as diferenciações de gênero, classe, raça, orientação sexual, essas vozes precisam ser enfatizadas”, completa. A Feira do Livro de Jaraguá do Sul ocorre de 10 a 20 de agosto, nas dependências do Centro Cultural da Scar. A programação deve contar ainda com espetáculos musicais e teatrais, contação de histórias, lançamentos de autores da região e comercialização de livros. O evento é gratuito. Saiba mais: - Eduardo Spohr e Fabrício Carpinejar confirmados na 11ª Feira Livro de Jaraguá do Sul