A febre amarela preocupa Santa Catarina. Desde o início do ano são oito casos no estado e três mortes em decorrência da doença: uma em Águas Mornas, uma em São Bonifácio (ambas na Grande Florianópolis) e uma em Blumenau.

Jaraguá do Sul não tem nenhum caso de febre amarela em humano, mas dois casos de morte de macacos foram registrados em 2021: um na área de mata da Ilha da Figueira e outro no Rio Cerro I. A análise das necrópsias para confirmar se os macacos estavam contaminados com o vírus ainda não foi concluída.

A supervisora do Programa de Controle de Zoonoses, Aline Borba Monteiro, explica que, quando há morte de macacos em uma determinada área, num raio de 300 metros a população é orientada e a carteira de vacinação é checada. No caso de ainda não ter proteção contra a febre amarela, a imunização é providenciada.

“Uma orientação importante é que a população não mate o macaco, principalmente se estiver doente. Ele não transmite a doença para o ser humano e é um importante indício de que o vírus da febre amarela pode estar circulando naquela região”, explica Aline.

Para que as ações sejam tomadas é fundamental que a população que mora perto de áreas de mata, no caso de observar macacos doentes ou mortos, avise imediatamente a Secretaria de Saúde de Jaraguá do Sul. Ao ser notificada da morte de um macaco, a equipe de Zoonoses vai até o local, realiza necrópsia do animal e envia o material para análise.

Vacinação

Os últimos dados divulgados sobre a vacina contra a febre amarela indicam que 85% da população-alvo, ou 95 mil pessoas, já está imunizada. A proteção ainda falta para cerca de 16 mil pessoas. Na dúvida, procure a unidade de saúde mais próxima da residência para checar se já tem a vacina ou se precisa tomá-la.

Serviço

Em caso de macaco doente ou morto
Ligue para a Ouvidoria SUS - 0800-642-0136 ou
Whats App do Programa de Controle de Zoonoses - 99930-0606

Se tiver dúvida sobre a vacinação contra a febre amarela, procure o posto de saúde mais próximo da residência.