Anthony Carvalho Duarte não completou um ano de vida, mas já passou por internações, cirurgias e uma série de procedimentos severos. Como a mãe Graziele Ropelato, 20 anos, revela que os médicos destacaram, o menino é um “milagre” por ter sobrevivido a uma parada cardiorrespiratória de 25 minutos - mas vieram consequências e complicações.

“Emprego a gente consegue, mas meu filho não. Todo tempo que eu passo cuidando dele é muito precioso. Eu estou batalhando para ter ele de volta”, comenta a mãe sobre estar se dedicando integralmente ao tratamento do filho.

Família reunida com retorno do bebê para casa, após mais de 3 meses de internações. Foto: Divulgação

O bebê está em casa desde julho após 3 meses no hospital e diante das demandas trazidas pelo estado de saúde o filho, a família pede ajuda financeira por uma plataforma virtual de doações.

A saga de Anthony

O casal Graziele e Edilson Duarte, 28 anos, ainda estava celebrando a chegada do segundo filho depois da pequena Carolina, 4 anos, quando a jornada começou. Anthony tinha cinco meses e 20 dias.

O bebê foi diagnosticado com uma bronqueolite, uma infecção infantil em que ocorre o inchaço e acúmulo de muco nos bronquíolos. Não costuma ser uma doença grave, mas o menino não respondeu ao tratamento em casa e foi para o Hospital e Maternidade Jaraguá.

Anthony e Graziele, na primeira passagem pelo hospital. Foto: Arquivo Pessoal

Graziele conta que o filho estava com uma insuficiência respiratória que estava se agravando muito e não havia vaga de internação na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). Foram algumas horas de desespero até que o menino pode ser encaminhado para a ala, onde foi entubado.

Anthony passou 31 dias no hospital até se recuperar totalmente, recebeu alta. Mas, como conta a mãe, no retorno para a casa ela percebeu que bebê não estava bem e na semana seguinte retornou, como os médicos haviam indicado.

Complicações

Por conta da entubação o bebê estava com uma lesão grave na garganta que estava dificultando a respiração. Foram feitas dilatações na garganta, que não foram efetivas.

“Foi onde ficamos no hospital para sermos transferidos para Florianópolis, mas essa vaga demorou 3 semanas, nessa terceira meu filho teve duas crises respiratórias graves que levou a sua quarta entubação”, lembra Graziele, narrando que nessa entubação apenas uma sonda muito fina foi capaz de passar pela gargante do menino por conta da inflação, o que demandou uma traqueostomia - abertura de um orifício na traqueia e na colocação de uma cânula para a passagem de ar.

Mesmo após a traqueostomia, Anthony era um bebê cheio de energia. Foto: Arquivo Pessoal

A transferência para a capital aconteceu no dia 3 de junho. Anthony faria uma plástica na traqueia para abrir a passagem de ar e iria retirar a traqueostomia. “Meu filho foi sentado, brincando, sorrindo”, conta.

No entanto, a situação era mais grave do que parecia. A lesão tinha fechado 99% da traqueia do bebê e durante o procedimento, Anthony teve uma parada cardíaca-respiratória de 25 minutos e durante a reanimação ocorreu pneumotórax - que é quando o ar escoa para o espaço entre os pulmões e a parede torácica.

“O meu filho estava irreconhecível em leito de UTI”, conta. “O pior estava por vim, já sabia da gravidade do problema, mas quando o meu filho acordou ele estava com a boca e o olhar diferentes. Ele não empurrava o pé quando eu pegava, não apertava a minha não quando eu segurava e não me procurava com o olho quando eu chamava”.

A mãe relata que vendo que o menino estava com algum dano neurológico, passou a pedi transferência a Jaraguá do Sul. Aqui, foi diagnosticada a tetraparesia.

Jornada de recuperação

“A caminhada foi bem dura. O que a gente passou nos fez fortes para saber lidar com a situação. Eu tenho que aprender. O que é uma tetraparesia o que eu posso fazer para ajudar o meu filho?”, comenta.

Tratamentos como fisioterapia tem ajudado a devolverem os movimentos para o bebê. A mãe aprendeu técnicas que tem aplicado e comemora que Anthony já voltou a ter expressões faciais e a chorar.

O menino também aguarda para fazer uma cirurgia gástrica, onde será retirada a sonda por onde ele se alimenta atualmente.

Graziele deixou o trabalho fora para se dedicar aos cuidados do menino e a renda da família vem de Edilson e um suporte assistencial do governo federal, mas o dinheiro não tem dado conta dos deslocamentos para a fisioterapia, compra de outros itens para a saúde do menino.

Anthony voltou a andar após sessões de fisioterapia. Foto: Divulgação

A campanha, comenta a mãe, já prevê gastos futuros para tratamento com outros profissionais, como fonoaudióloga, por exemplo.

“Não é para mim, é para o meu filho. Para não perder tudo que a gente já conquistou”, comenta a mãe sobre ter conseguido salvar a vida de Anthony. “Eu acho que meu filho vai melhorar”.

Como ajudar?

Você pode fazer doações pela campanha virtual ou entrando em contato diretamente com Graziele, pelo telefone (47) 99684-1363.

Também é possível doar diretamente na conta:

  • Banco Neon/Votorantim: 0655
  • Agência: 655
  • Conta: 5261660-6
  • CPF: 111.571.169-57
  • Graziele Carvalho dos Santos Ropelato

 

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