A estiagem no Estado já deixa 167 municípios com problemas no abastecimento urbano. Os dados foram apresentados no terceiro Boletim Hidrometeorológico Integrado, elaborado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE) em conjunto com a Defesa Civil de Santa Catarina.

“Com o objetivo de monitorar a situação hídrica e antecipar ações para evitar os impactos meteorológicos, a SDE juntamente com a Defesa Civil divulgam quinzenalmente o boletim que nos dá um panorama completo e minucioso da escassez hídrica em Santa Catarina”, explica o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Lucas Esmeraldino.

De acordo com dados da Defesa Civil, 45 municípios já decretaram situação de emergência devido à estiagem.

Foto Divulgação

Entre as medidas para garantir o abastecimento público, a SDE deve autorizar que prefeituras possam captar água em regras e critérios de urgência. Também deverá restringir as atividades que configuram desperdício para auxiliar o enfrentamento à estiagem.

Outra medida foi a publicação de uma resolução que flexibiliza as solicitações de autorização prévia para perfuração de poços, destinados ao consumo humano, ao abastecimento público e à criação animal. A medida é válida enquanto houver redução no nível de chuva.

Para o secretário-executivo do Meio Ambiente (SEMA), órgão ligado à SDE, Leonardo Ferreira, é necessário conscientizar a população sobre o uso da água.

"Mais do que nunca, é preciso mudar a forma com que usamos e cuidamos dos nossos recursos hídricos, tão essenciais para a vida”, destaca.

Conforme a análise da precipitação observada no boletim durante o período de 01 a 26 de abril, os acumulados de chuva estão abaixo da média em todo o Estado.

A previsão para os próximos 15 dias mostra condição de chuva mal distribuída e insuficiente para normalizar o abastecimento.

De acordo com a meteorologista Maria Laura Rodrigues, da Epagri/Ciram, Santa Catarina tem um déficit de chuva desde do ano passado, que chega a 600 milímetros.

“Março e abril foram os períodos mais críticos. Com exceção de Joinville e Garuva, o restante das cidades teve índices abaixo da média nos últimos 10 meses”, alerta.

 

Com informações da assessoria de imprensa

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