A eutanásia da colombiana Martha Sepúlveda, marcada para este domingo às 7h, foi cancelada, segundo o Instituto Colombiano de Dor (Incodol), centro clínico onde o procedimento seria realizado. As informações são da BBC.

A mulher seria a primeira pessoa a receber o procedimento na Colômbia sem ter uma doença terminal.

Segundo o comunicado, a Comissão Científica Interdisciplinar pelo Direito de Morrer com Dignidade "decidiu por unanimidade pelo cancelamento do procedimento", ao determinar que "o critério de terminalidade não foi cumprido como tinha sido considerado pela primeira comissão" que avaliou o caso.

Lucas Correa, advogado de Sepúlveda, qualificou de "ilegítima, ilegal e arbitrária" a decisão de cancelar a eutanásia. E acusou os responsáveis ​​por violar o direito da paciente de morrer dignamente. "Eles estão a forçando a viver uma vida que ela não deseja continuar vivendo, com sofrimento e uma dor que ela considera incompatíveis com sua ideia de dignidade", disse ela.

Na Colômbia, a eutanásia foi descriminalizada em 1997, mas só se tornou lei em 2015. Desde então, 157 procedimentos foram realizados.