Crianças vítimas de violência, vulnerabilidade social de suas famílias e formas de lidar com essa realidade no campo pedagógico, psicológico e de assistência social foram o universo da capacitação realizada pela Secretaria de Assistência Social de Joinville com foco nas atribuições do Abrigo Infanto Juvenil. Os trabalhos foram concluídos nesta quinta-feira (30), após dez encontros iniciados no mês de agosto e que envolveram todos os integrantes da equipe de referência entre educadores, psicólogos, pedagogos, assistentes sociais e cozinheiras. O Abrigo Infanto Juvenil, com sede própria no bairro Boehmerwald, zona Sul de Joinville, atende atualmente 20 crianças e adolescentes vítimas de negligência severa, abuso sexual, violência física e psicológica. O projeto foi elaborado pela coordenação do abrigo e foi financiado com recursos do Fundo da Infância e Adolescência (FIA), depois de aprovado pelo Conselho Municipal de Assistência Social. “O abrigo funciona como se fosse o lar desses meninos e meninas. Ali eles moram, se alimentam, frequentam a escola e têm todo acompanhamento dos psicólogos, assistentes sociais e pedagogos”, explica a coordenadora Elayne Sarmento. Criado em 1989, o programa é referência em Santa Catarina e Sul do Brasil como modelo de atenção a esses jovens. Durante a capacitação, os integrantes da equipe de referência relataram particularidades do dia-a-dia do Abrigo e foram provocados pelos palestrantes a entender razões que levam crianças e jovens a praticar deslizes como mentir, faltar na escola, fugir de casa, usar palavrões, desrespeitar regras e praticar delitos como roubar e usar drogas. Na capacitação, alguns dos pontos abordados são a família, o contexto social em que vivem e a delicada transição da infância para a adolescência, quando as mudanças de comportamento se aprofundam. “Nosso grande desafio é lidar com esses jovens vítimas de negligência e violência e devolvê-los a suas famílias. Para isso, contamos com o apoio dos três Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de nossa cidade”, enfatiza a coordenadora Elayme Sarmento. *Com informações da Prefeitura de Joinville