Diante dos rumores que circulam nas redes sociais e na mídia nos últimos dias, sugerindo o decreto de um novo lockdown pelo governo do Estado de Santa Catarina e prefeituras municipais da AMESC, entidades de classe do Extremo Sul Catarinense reuniram-se em uma carta aberta à sociedade, solicitando que as autoridades avaliem de maneira individual a realidade da região.

Segundo a carta, assinada por 20 entidades de classe, este não é o momento para restringir horários de funcionamento, nem mesmo fechar estabelecimentos no Vale. “É preciso entender que cada região possui sua realidade e cultura, sendo assim, tais características precisam ser interpretadas e respeitadas. Na região do Extremo Sul Catarinense, diferente dos maiores centros do estado, a restrição de atividades e horários pode ir na contramão da prevenção, isso porque quando o horário de funcionamento é reduzido, a população fica restrita para frequentar os estabelecimentos durante o curto período em que estes se encontram abertos, gerando ainda mais aglomeração do que se tivessem em períodos estendidos de atendimento”, diz o documento.

As entidades ressaltam ainda que “outra situação que já foi observada é que enquanto os estabelecimentos encontram-se fechados, as pessoas buscam outras alternativas para o lazer. E são nestes momentos que surgem muitas festas clandestinas e aglomerações indevidas”.

Além disso, lembram que a maioria das empresas é de pequeno porte, microempreendedores individuais e autônomos, e, portanto, não registram aglomeração de clientes e não têm condições econômicas para suportar um novo fechamento, diferente de grandes empresas de centros maiores. “Além disso, a maioria de nossos empresários têm respeitado e cobrado de seus colaboradores e clientes todas as medidas sanitárias para combater a proliferação do COVID”.

Ainda no documento, as entidades propõem a adoção de 12 medidas pontuais que poderiam ser adotadas pelas autoridades para controlar a proliferação do COVID-19, mantendo as empresas abertas, sem gerar maiores prejuízos à região. “As entidades que subscrevem esta carta colocam-se à disposição para a discussão destas sugestões, além de outras, e de forma concreta se compromete a reforçar junto a seus associados, e respectivos funcionários, ações preventivas ao contágio. Reiteramos ainda: nas empresas, os trabalhadores estão cumprindo os protocolos de saúde e estão menos suscetíveis ao contágio do vírus, do que fora delas”, destaca.

A carta será enviada às 15 prefeituras da região, bem como ao governo do estado, além da imprensa regional e sociedade como um todo.

 

Receba as notícias do OCP no seu aplicativo de mensagens favorito:

WhatsApp