A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), a Associação Empresarial (Acic) e o Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) encaminharam um ofício ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), Julio Garcia, aos deputados estaduais da região Sul e ao presidente da Comissão de Transportes e Mobilidade Urbana da Casa, João Amin, solicitando apoio na pauta do retorno imediato dos serviços de transporte coletivo urbano.

As entidades ponderam que, além de gerar emprego e renda, a atividade é considerada essencial para a retomada da economia no estado.

Apesar da união de esforços e de um Projeto de Lei encabeçado pelo Executivo de Criciúma, o transporte coletivo, por enquanto, assim como decreta o Governo do Estado, segue suspenso por tempo indeterminado.

Na tarde de quinta-feira, o prefeito Clésio Salvaro protocolou, na Câmara de Vereadores, o Projeto de Lei 15/20 o qual “institui o regime emergencial de transporte coletivo para o enfrentamento econômico e social da emergência em saúde pública decorrente da pandemia da Covid-19”.

O PL seria votado na tarde de sexta-feira pelo Legislativo, mas uma decisão judicial barrou a movimentação.

Importância

No documento das entidades, as instituições ainda frisaram a importância do cumprimento de medidas cautelares sanitárias de prevenção.

"Os representantes da classe empresarial têm sido procurados por diversos setores da sociedade que expõem a dificuldade gerada pela falta do serviço de transporte coletivo na cidade", enalteceu a presidente da CDL de Criciúma, Andréa Gazola Salvalaggio.

Necessidade

"As dificuldades vão desde o acesso dos funcionários aos seus locais de trabalho, até a viabilidade da chegada dos próprios consumidores ao comércio, causando prejuízos relevantes às atividades econômicas. Ao nosso ver, com a retomada destas atividades dos serviços, do comércio e da indústria, o transporte público se faz necessário”, reforça Andréa.