Em Florianópolis e nas cidades da região, há um contrato entre as prefeituras e as empresas que prestam o serviço de transporte coletivo que predispõe algumas regras responsáveis pelo cálculo final do valor da passagem. Para saber se o desconto de R$ 0,46 no valor do óleo diesel garantido pelo governo federal por 60 dias pode impactar no custo da passagem, a reportagem ouviu o secretário Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana de Florianópolis, Marcelo Roberto da Silva.

De acordo com o secretário, na Capital, o cálculo é feito após 12 meses de prestação do serviço. A série histórica é considerada de novembro a novembro. Em dezembro, o poder público e as empresas avaliam as variações do período e repassam o valor a partir do ano seguinte.

O desconto de R$ 0,46 centavos até pode impactar no resultado final, mas ele não está sozinho nessa conta. Silva lembra que o diesel vinha sendo reajustado desde o início do ano - motivo pelo qual os caminhoneiros paralisaram seus trabalhos. Esses aumentos também serão levados em conta no cálculo final.

Mas, não é só isso. O óleo diesel (combustível utilizado para abastecer os veículos), corresponde a 15% do valor cobrado na passagem. Custos com trabalhadores, chassi, peças e carroceria também são levados em conta.

"Os reajustes ou descontos ficam represados por 12 meses. Quando chega em novembro, é feita a análise do que aconteceu (no período)", explicou Silva.

Uma reunião que está marcada para as 14h30min desta quarta-feira entre os sindicatos patronal e dos trabalhadores da categoria (Setuf e Sintraturb), com intermediação da secretaria, deve definir o reajuste salarial dos motoristas e cobradores, o que também deve ser levado em conta no cálculo do final do ano.

A partir do resultado desta reunião é que a categoria decidirá se aceita possível acordo, caso venha a acontecer, ou se rejeita e mobiliza movimento de greve.