O objetivo era claro: viabilizar a utilização em ambientes diversos e baratear os custos. Foi a partir daí que o engenheiro mecânico e em segurança do trabalho, Andrio Angioletti, começou a desenvolver o projeto de um elevador versátil para transferência de pessoas com deficiência ou limitações físicas.

Contemplado com recursos do programa Tecnova/SC, um auxílio econômico à inovação na microempresa e empresas de pequeno porte de Santa Catarina, o projeto foi pensado e desenvolvido de maneira que se adaptasse a realidade local, garante Angioletti.

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“A partir daí a gente pesquisou, achou vídeos e sites com equipamentos similares. Eu resolvi tentar trazer isso para a nossa realidade, fazer algumas melhorias que eu achei que deveriam existir e trazer um projeto assim para o Brasil”, conta.

Versatilidade

Depois de muita pesquisa, estudo, modelos para se inspirar, o projeto foi ganhando forma e as mudanças e implementações também.

O engenheiro explica que seu principal desafio era o de dar versatilidade ao projeto e foi aí que o equipamento móvel se apresentou como uma ótima opção.

“Existia um que era mais versátil, era modular, eu conseguiria transportar, mas ele continuava se limitando àquela aplicação. Gostei desse modelo, porém, criei algumas aplicações a mais. Assim, ele se tornou aplicável a todos os ambientes”, conta.

Intenção do engenheiro era de facilitar o processo de movimentação de pessoas com limitações | Foto Divulgação
Intenção do engenheiro era de facilitar o processo de movimentação de pessoas com limitações | Foto Divulgação

“Como é uma peça modular, tem algo que a gente chama de base, onde o elevador propriamente fica instalado”, completa.

Assim, o projeto desenvolvido por Angioletti pode ser utilizado em ambientes diversos, graças a opção de fixação no piso, ou seja, é um sistema móvel. Agora, com o protótipo desenvolvido, as adaptações, se necessárias, passam a ser mais estéticas, afirma o engenheiro.

Durante os dois anos de projeto, garante, todas as correções estruturais puderam ser analisadas e aplicadas. “Talvez a questão estética, acabamento, pintura, o que eu ainda não identifiquei, mas só com a comercialização poderá indicar, são correções para facilitar o manuseio, alguma função que agregue nesse aspecto”, diz.

Comercialização

Depois de desenvolver o projeto, o engenheiro parte agora para viabilizar a comercialização do elevador. O  aporte financeiro visava exclusivamente o desenvolvimento.

Agora,  outros aspectos são necessários para que o produto possa ser colocado no mercado. Angioletti conta que o investimento no protótipo foi um pouco menor do que os R$ 200 mil liberados pelo programa de incentivo.

Para a comercialização, ele explica que é necessário atualizar a tabela de valores, uma vez que o projeto todo começou há mais de dois anos, além de outros detalhes.

Ele afirma que, embora precise atualizar esses investimentos e valores, a intenção é chagar a um valor em torno de R$ 5 mil, o que, ele destaca, é uma redução de cerca de 30% em relação a equipamentos semelhantes desenvolvidos por empresas no Brasil.

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