A Coletivo Caturani, concessionária responsável pelo transporte coletivo de Gaspar, comunicou a demissão de todos os seus 42 funcionários.

De acordo com a empresa, por conta da paralisação dos ônibus determinada pelo Governo do Estado para conter o coronavírus, não há dinheiro em caixa para quitar salários e cumprir outras obrigações com os colaboradores. Diante da situação, a Caturani propôs o pagamento das verbas de rescisão de forma parcelada.

Desde outubro de 2016, a concessionária opera o transporte coletivo por meio de um contrato emergencial, que expirou no último dia 20 de março e estava em vias de renovação.

Apesar da decisão, a empresa não descarta a possibilidade de voltar a operar o serviço após o término da quarentena, desde que haja uma repactuação de valores com a Prefeitura de Gaspar.

A Caturani garante que os créditos existentes nos cartões dos usuários seguirão valendo quando os ônibus retomarem o funcionamento normal, independentemente de quem estiver responsável pela operação.

Prefeitura de Gaspar se posiciona

Por meio de nota oficial, a Prefeitura de Gaspar afirmou que, antes do início da quarentena, estava prestes a assinar o novo contrato com a Coletivo Caturani. Contudo, em decorrência da suspensão do transporte coletivo pelo Governo do Estado, o acordo não pôde ser celebrado.

A Administração Municipal disse que, "apesar de não poder interferir diretamente no acordo entre empresa privada e colaboradores", pretende seguir com as negociações para firmar o novo contrato e retomar o serviço assim que houver autorização.

Sindicato contestará demissões

O Sindicato dos Empregados das Empresas Permissionárias do Transporte Coletivo Urbano de Blumenau, Gaspar e Pomerode (Sindetranscol) comunicou que "contestará as demissões e suas condições na Justiça".

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