Segue repercutindo em Criciúma, principalmente desde o aumento no valor da passagem, o não retorno da opção de pagamento em dinheiro no transporte coletivo na cidade. O problema vem aliado a pedidos de aumento na quantidade de horários nas linhas do transporte.

No início do mês, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) recomendou que o Município retomasse a cobrança da passagem em dinheiro, não somente via cartão, e solicitou mais informações a Prefeitura. Vencido o prazo de resposta, o Município, por meio da procuradoria, prestou esclarecimentos ao órgão.

No documento enviado ao MP, o governo de Criciúma justifica ter optado pelo não uso de dinheiro, para evitar a proliferação do novo coronavírus, seguindo orientações da vigilância epidemiológica para combate à Covid-19.

E ainda, com base no contrato com o consórcio de empresas para o transporte público municipal, onde não existe previsão do profissional cobrador dentro do transporte coletivo, apenas uma de uma série de medidas baseadas em estudos técnicos para reduzir o valor das passagens.

Ainda segundo a procuradoria, que redigiu o documento, o Município de Criciúma já solicitou realização de reunião junto à Promotoria, para debate e encontro de soluções.

Confira a nota na íntegra

O Governo de Criciúma, por meio da Procuradoria-Geral do Município, esclarece sobre a recomendação para utilização de moeda em espécie (dinheiro) no transporte público municipal.

O Município encaminhou as justificativas pelas quais, em um primeiro momento, teria optado pelo não uso de moeda corrente para a recarga dos cartões e pagamento da passagem avulsa dentro dos ônibus. A principal delas, como é de amplo conhecimento público, evitar a proliferação do novo coronavírus, seguindo orientações da vigilância epidemiológica para combate à Covid-19.

Além disso, no próximo dia 31 de março, passa a vigorar novo contrato com o consórcio de empresas para o transporte público municipal. Na nova vigência não existe previsão do profissional cobrador dentro do transporte coletivo, apenas uma de uma série de medidas baseadas em estudos técnicos para reduzir o valor das passagens.

Em virtude desse cenário, foi optado pela recarga dos cartões em moeda corrente, pix, cartão de crédito/débito.

Apresentados os esclarecimentos e justificativas, o Município de Criciúma já solicitou realização de reunião junto à Promotoria, para debate e encontro de soluções.

 

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