Enquanto Jaraguá do Sul reduzia a velocidade e entrava em quarentena para frear a pandemia de coronavírus, a equipe do OCP News intensificava o trabalho para dar conta de informar a população em um momento tão incomum.

Em menos de 30 dias, mais de 1,5 mil matérias foram publicadas, 60 transmissões ao vivo feitas, 30 reportagens em vídeo colocadas no ar, além da criação de uma área exclusiva de notícias sobre a pandemia no site, de newsletters e grupos de WhatsApp.

A equipe de jornalismo e marketing, composta de 29 profissionais, esteve nesse período diante de um volume diário de informações relacionadas ao tema. Um trabalho para levar notícias verdadeiras e confiáveis das primeiras horas da manhã até a madrugada.

Uma grande força tarefa que aconteceu ao mesmo tempo que a necessidade de medidas de isolamento batia à porta. Quando a quarentena foi imposta pelo governo do Estado, no dia 18 de março, toda a equipe passou a atuar em esquema home office.

Max Pires ressalta papel social que o OCP busca desempenhar nesse momento. Foto: OCP News

O diretor de conteúdo da Rede OCP News, Max Pires, conta que tem sido um desafio manter notícias sendo produzidas em todas as plataformas, mas a relevância de fontes profissionais de informação nesse período de crise tem engajado toda a equipe.

“Em todos os momentos, em todos os decretos, a imprensa sempre está na lista de atividades essenciais e é isso que nos motiva, nós entendemos nossa responsabilidade e temos batalhado para executá-la da melhor maneira possível”, ressalta.

As bancadas de trabalho foram improvisadas em casa na escrivaninha ou na mesa de jantar. Teve sala que virou estúdio de TV. Reunião por videoconferência. E o celular virou o melhor amigo: seja para entrar em contato com entrevistado, organizar a pauta do dia com a equipe, fazer uma Live ou receber uma foto.

Contato direto com a informação

Diariamente, a repórter Dyovana Koiwaski recebe mensagem de pessoas com dúvidas, incertas sobre informações que circulam nas redes sociais. Por entender o momento, ela busca responder a todos.

Mais do que a rotina, a pandemia do coronavírus trouxe essa aproximação com leitores em busca de profissionais que dedicam suas horas na compilação de dados, explicações e esclarecimentos.

Dyoavana ressalta que trabalho é levar informações confiáveis aos leitores. Foto: Divulgação

“É um momento importante para o jornalismo. Nessas situações de crise, as pessoas voltam a procurar mais os sites profissionais e a valorizar a área”, acredita.

“Ao mesmo tempo, tem uma parcela da população que ainda dúvida do jornalismo sério e rotula como ‘fake news’ as notícias que não agradam.”

Sem poder ir pessoalmente atrás das notícias, os repórteres precisam estreitar os laços com os entrevistados para conseguir as informações. Dyovana conta que o WhatsApp tem facilitado a realização das entrevistas, confirmação de dados e o recebimento de fotos.

O repórter Cláudio Costa ressalta que ter essa colaboração na apuração das matérias foi importante para fazer um trabalho plural.

Costa também acredita que no momento de crise, onde as pessoas ficam muito ansiosas, o jornalismo tem o papel social muito claro.

Colaboração das fontes foi essencial no trabalho home office, pontua Cláudio | Foto Divulgação

“Pelo menos o OCP tem sido um canal muito importante para esclarecer as coisas e, inclusive, diminuir o alarde sobre informações. Diminuir essa pressão que todos estão sentindo porque recebem muitas coisas pelas redes sociais”, pontua.

Estúdio em casa

O jornalista Juliano Couto monta e desmonta um estúdio de TV diariamente na sala de seu apartamento.

Da rotina com suporte da equipe, o apresentador do OCP Seis e Meia passou a gravar o conteúdo sozinho. Às vezes é interrompido pelo trem, às vezes o vizinho faz barulho no andar de cima ou a filha entra na sala.

Cenário para gravação do OCP Seis e Meia passou a ser montado na sala de Juliano. Foto: OCP News

Os contratempos são levados como aprendizado e, desde abril, o telejornal voltou a ser publicado diariamente.

Mesmo nos primeiros dias de isolamento social, a produção de vídeo não parou: foram realizadas 4 transmissões ao vivo nas redes sociais e 2 vídeos por dia em março.

Sem luz, sem câmera profissional: todas as adaptações foram feitas para que o principal, as notícias, pudesse continuar chegando ao público.

Especialmente diante das primeiras confirmações e com o início da quarentena, Couto afirma que a demanda por informações foi gigantesca e levou milhões de pessoas a acompanhar as transmissões.

Nas primeiras semanas, as transmissões ao vivo seguiram sendo feitas de forma "caseira" para levar informação. Foto: Reprodução

“Passamos a interagir mais com o público. Chovia de perguntas nas lives”, completa. “Se já respiramos notícia, isso passou a acontecer 24 horas por dia”.

Vida pessoal e profissional

A inesperada quarentena impactou a vida de todos. Parada nas atividades, na rotina de trabalho, filhos em casa, dúvidas na hora de uma simples ida ao supermercado…

A editora Ana Paula Gonçalves conta que foi desafiador encarar tudo isso e ainda dar conta de um trabalho incessante.

Para muitas pessoas o tempo de isolamento foi de pausa - na casa de Ana e da equipe de jornalismo a jornada de trabalho não tinha horário, era preciso estar disponível quando as notícias surgiam. E surgiam a todo instante.

Áurea ressalta esforços para manter leitor atualizado e dar conta da rotina pessoal na quarentena. Foto: OCP News

Nesse meio, conta a editora Áurea Arendartchuk, também era preciso ir lidando com as próprias emoções e novas demandas de vida, como parada nas aulas - no caso dela do filho, João, no caso de Ana, do filho Henrique.

“O tempo de dedicação ao trabalho foi maior do que quando não havia a situação da pandemia. Além disso, como mãe, tive também de adaptar a minha realidade de trabalho a uma rotina que estabeleci para meu filho de estudos e atenção da família”, conta Áurea.

Ana ressalta que o medo sentido por muitas pessoas quanto a saúde, a família e amigos também bateu forte, assim como a insegurança sobre como a sociedade vai caminhar durante esse período.

Ana Paula fala que, assim como foi para toda a população, momento trouxe muitas incertezas. Foto: OCP News

“A gente está vivendo um dia de cada vez. Nós também somos uma empresa, então como empresa a gente sente e vai sentir os reflexos econômicos desse momento”, diz.

“Todas as coisas que a comunidade vem passando, a gente também vem passando, mas também percebemos a importância do nosso trabalho para a sociedade”, completa Ana.

Notícias confiáveis em primeiro lugar

Os leitores buscando notícias e novidades surgindo a todo tempo - ações federais, estaduais, municipais, situação em hospitais, entidades se pronunciando... Em meio a isso, a propagação de “fake news” em redes sociais.

O diretor Max Pires ressalta que o principal objetivo do jornal foi a responsabilidade com a notícia diante de toda comoção coletiva.

“Checar, checar e checar, este é o principal motivo de nossa equipe não estar preocupada em ser a primeira em nada, nossa preocupação é de entregar um conteúdo sério, preciso, de qualidade e com responsabilidade”, comenta.

Fazer esse filtro exigiu um cuidado redobrado com a apuração de conteúdo, que nada mais é do que confirmar cada informação que é repassada.

OCP News ganhou uma área especial para trazer informações sobre o coronavírus. Foto: Natália Trentini/OCP News

“É uma responsabilidade muito grande porque nos chega muita coisa, muita mentira, todo tipo de informação e as pessoas ficam em pânico, ficam nos perguntando, e a gente precisa ir atrás da verdade, que é o que a gente sempre faz”, destaca Ana.

Se falam sobre a situação em um hospital, o jornalista checa diretamente com o local. Se aparece problema num posto de saúde, busca com a Prefeitura detalhes da situação. Nada é repassado sem ir à raiz da informação.

O editor Misael Freitas pontua que tem sido papel do jornal identificar as notícias falsas e apontar para os leitores quando se tratam de conteúdos mentirosos. “Estamos em contato a todo momento, trocando ideias, pautas e novas informações e coletivamente avaliamos o que de fato vale ser noticiado”, revela.

Más notícias, boas notícias

A editora Ana Paula Gonçalves fica diariamente conectada com todos os assuntos relacionados à pandemia. Mas não é só ela. É assim para todos os coordenadores, editores e repórteres. É impossível desligar do assunto quando o papel profissional é informar.

“É complicado encarar todos os dias as notícias de novos casos, mortes e outros problemas que a pandemia está causando”, comenta o editor Misael Freitas.

Ambos ressaltam a importância de falar da gravidade desse momento, dados os impactos do coronavírus em todo o mundo. Noticiar cenários trágicos que têm acontecido por conta do avanço do vírus é parte do papel do jornalismo - mas isso não é tudo.

Área "Boas Notícias" deu notoriedade para ações positivas relacionadas ao tema. Foto: Natália Trentini/OCP News

Uma das ações do OCP News foi lançar a seção “Boas Notícias” dentro do portal, justamente para que as pessoas pudessem encontrar com mais facilidade os conteúdos positivos, já que na maior parte das vezes são as notícias trágicas que são propagadas pelo próprio público.

Nesse período a equipe de jornalismo divulgou campanhas, indicou formas de prevenir o contágio, mostrou as estruturas de atendimento, instigou atitudes responsáveis e positivas.

“O que a gente quer passar para a comunidade nesse momento? Que são ações individuais. Que é cada um cuidando do todo, que se a comunidade se unir em relação a isso, for responsável, a gente vai conseguir ultrapassar da melhor forma possível. Estamos trabalhando com a informação nesse sentido, da prevenção”, destaca Ana Paula.

Misael e editores ressaltam papel de incentivar colaboração na comunidade. Foto: OCP News

A editora Áurea Arendartchuk reflete que em um momento de tantas incertezas e medo, é preciso equilibrar a balança.

“Isso como jornalista, me faz ver que também somos espelhos e devemos refletir atos positivos em meio ao caos, para que as pessoas tenham sua esperança renovada para seguir sua vida em frente”, destaca.

Comunicação em um momento de crise

Como levar informação de forma eficiente em meio a uma pandemia nunca vivenciada na história?

A coordenadora de marketing digital, Nathália Baldon, conta que esse foi o grande questionamento e desafio para a equipe - especialmente nas redes sociais.

Foram mais de 25 mil comentários nas contas do OCP News quando a média mensal gira em torno de 600. Em grande parte, dúvidas e incertezas sobre a situação que tocaram a todos.

Nathália conta que equipe de social media se centrou em buscar respostas para dúvidas que apareciam nas redes sociais. Foto: OCP News

“As pessoas estavam perdidas, sem saber ao certo como se proteger, se havia casos na cidade, o que era permitido fazer e o que não era…”, comenta, ressaltando que a equipe se desdobrou para conseguir encontrar as informações e esclarecer todas as pessoas da forma mais eficiente possível.

Nathália conta que várias estratégias foram sendo criadas para que o leitor pudesse ficar bem informado sobre a pandemia. Ao mesmo tempo, a equipe estava coordenada em grupos e videoconferências para alinhar todo o trabalho.

Equipe mantém reuniões por videoconferência para alinhar o trabalho. Foto: OCP News

Para quem lida com informação, tem sido um estado de constante vigilância.

“Penso que dá para comparar com coberturas que já fizemos de enchentes, por exemplo, no sentido de que são momentos delicados que nos exigem agilidade e compromisso com as informações que lidamos”, ressalta Misael Freitas.

 

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