"No município, existem edificações que qualquer movimento no solo, vão se desmanchar igual uma "broa de polvilho", salienta Jair Savi. Na série de entrevistas sobre a Semana da Indústria e Construção Civil, a saúde das edificações no município foi um dos assuntos mais destacados.

Segundo Savi, alguns lugares da cidade estão condenados para obras. "Nossa cidade é composta por minas desativadas, as que não estão cheias de água, estão vazias", comenta. "Alguns terrenos, por exemplo no bairro Pio Côrrea, não se tem suporte em cima das minas, a camada de rocha está toda detonada, dar de graça para alguém construir, sai caro", enfatiza.

Por ser uma cidade com diversos prédios, principalmente na região central, Savi destaca a importância da sondagem dos solos. "A sondagem mede a resistência, nada mais é que o raio x do terreno a ser construído", complementa. "Além de mostrar a saúde do local, ele diz quanto aquele solo aguenta", finaliza.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Criciúma, Dione Borba, a fiscalização no município é rígida. “Tem todo um processo de aprovação do projeto, dentro de Criciúma nós desconhecemos alguma estrutura que esteja com perigo de colapso”, ressalta. “Caso tivesse, nós já teríamos interditado essa área, e refeita uma análise para liberação”, finaliza.

Abaixo você confere as entrevistas: