O estoque de sangue do Hemocentro de Criciúma está no seu pior momento desde o início da pandemia. A necessidade é para todos os tipos sanguíneos com atenção maior aos tipos A positivo, A negativo, O positivo e O negativo.

Conforme a responsável pelo setor de captação do Hemocentro, Maria Regina Boteon Buttner, a situação é extremamente preocupante. "Estamos enfrentando os piores estoques dos últimos tempos de pandemia. O nosso estoque, dos sangues mais comuns que tem, que é o "O" e o "A", está em estado de alerta", explicou a profissional.

Para manter um bom estoque o local precisaria atender de 80 a 100 doadores por dia, mas só tem recebido entre 50 e 60 pessoas interessadas na doação. "Estamos contando com o apoio de municípios vizinhos, que estão oferecendo transporte e trazendo pessoas de outras cidades para a gente reverter essa situação", completou Maria.

"A nossa demanda aumentou muito. Não só eu Criciúma, isso ocorre no estado inteiro. São muitos casos de doença, muita ocupação nos leitos de UTI e isso demanda transfusão e nós não podemos aceitar que uma pessoa possa precisar de sangue e não tenha", afirmou.

Quem pode doar

Para ser um doador é preciso estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos (jovens de 16 e 17 anos deverão estar acompanhados por um responsável legal) e pesar mais de 50 quilos. Não é necessário jejum, mas é recomendável uma alimentação sem gordura nas quatro horas antes da doação.

"Basicamente a pessoa precisa ter boa saúde, estar portando um documento de identificação e vir alimentado, é bem tranquilo. Vale ter atenção também para o uso de medicação. Por isso orientamos as pessoas a entrar no site e pesquisar que medicações e qualquer outra dúvida sobre doação", explicou a técnica.

É possível ainda solicitar informações pelo telefone do hemocentro de Criciúma no número 3444-7410 ou no site hemosc.org.br. Neste momento de pandemia, a orientação é para que as doações sejam agendadas.

 

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