Foto Eduardo Montecino/OCP O trânsito tem dizimado famílias e levado entes queridos. As mortes por acidentes são estatísticas assustadoras, mas não dá para tratar apenas como números as vidas abreviadas. Quem perde alguém de forma tão abrupta e dolorosa encontra alívio na justiça. Dirigir com responsabilidade é obrigação de todos, já que os automóveis, máquinas potentes, tornam-se armas mortais nas mãos daqueles que não conduzem um veículo com seriedade e sobriedade. O álcool é o principal combustível para tornar a combinação “homem mais carro” catastrófica, mas não é a única. Falta de atenção, excesso de velocidade (e confiança) e outras várias imprudências têm feito do trânsito um palco de guerra. Jaraguá do Sul, hoje, é considerada uma cidade de trânsito violento. Uma média de dez acidentes por dia são registrados em nossas ruas. Em 2016, 2.147 acidentes foram resultado da falta de atenção ao dirigir ou atravessar uma via. O número total de ocorrências chegou a quase três mil, resultando em 15 óbitos no município e 838 feridos. Nesse contexto, os motociclistas são as principais vítimas: sete em cada dez internações envolve os condutores e passageiros de motocicletas. Apesar das campanhas realizadas na cidade, que contam com o testemunho de quem já viveu o drama, as atitudes irresponsáveis continuam ameaçando o cotidiano de motoristas, pedestres, ciclistas e de qualquer um que transite pelas ruas. Nessa batalha constante, todos perdem, os que partem para sempre, os que ficam, os que carregam sequelas físicas e emocionais, os que não conseguem um atendimento adequado, os que pagam a conta, etc. Precisamos, de forma mais consciente, repensar nossas atitudes nesse organismo vivo, onde uma única ação pode ocasionar danos irreversíveis à vida, o bem mais precioso que temos.