Programas voltados à educação para o uso sustentável e a economia de água e de energia elétrica podem ser incluídos na grade curricular das escolas. As aulas seriam levadas às escolas públicas e utilizariam recursos audiovisuais e instrumentais. A proposta, que passa por análise na Câmara dos Deputados, também impõe que o órgão gestor da Política Nacional de Educação Ambiental crie e desenvolva os programas e defina as diretrizes para sua implementação em âmbito nacional. O país ainda vive uma grave crise hídrica que provoca desabastecimento de água e afeta municípios, todo o setor hidrelétrico e várias atividades da economia. Nesse sentido, a proposta reveste-se de grande mérito, instituindo um instrumento moderno e dinâmico para a disseminação de informações sobre o meio ambiente e a divulgação de boas práticas no setor. Não resta qualquer dúvida acerca do fato de que a água é e será um bem do mais alto valor. Da mesma forma, a comunidade científica não questiona o fato de que a água é um bem escasso, e, portanto, extremamente precioso, tendo em mente sua primordial importância para a vida humana e para todos os setores da economia. Muitas pessoas não dão a devida importância para o consumo consciente de água, porque acham que ela é um recurso inesgotável, podendo ser utilizada à vontade. Essa impressão se dá porque vemos água por todos os lados, seja na chuva, nos rios, lagos, mares, represas, piscinas etc. Realmente, a maior parte da superfície do nosso planeta, cerca de 70%, é ocupada por água. Porém, apenas 2,5% é constituído por água doce, que pode ser tratada e consumida pelos seres humanos, o restante é água salgada. Mesmo assim, este percentual seria o suficiente para abastecer toda a população mundial se não fosse a poluição das águas, a sua distribuição inadequada e, principalmente, o desperdício. A maior parte dessa água é destinada à produção de alimentos e outra grande parcela para a indústria, restando uma pequena fração para o consumo humano. Além do desperdício que ocorre na produção de alimentos e nas indústrias, desperdiçamos também uma enorme quantidade deste recurso durante as nossas atividades cotidianas. É preciso, portanto, consciência e apoio a programas como este sugerido na forma de projeto de lei.