Dengue No período de 1º de janeiro a 21 de maio foram notificados 12.011 casos suspeitos de dengue em Santa Catarina. Desses, 4.199 (35%) foram confirmados (3.304 pelo critério laboratorial e 895 pelo critério clínico epidemiológico), 575 (5%) estão inconclusivos (classificação utilizada pelo SINAN nos casos em que após 60 dias da data de notificação, ainda estiverem sem encerramento da investigação), 6.685 (56%) foram descartados por apresentarem resultado negativo para dengue e 552 (5%) casos suspeitos estão em investigação pelos municípios. Do total de casos confirmados (4.199) até o momento, 3.862 (92%) são autóctones, com transmissão dentro de Santa Catarina, 251 (6%) são importados (transmissão fora do estado) e 86 (2%) estão aguardando definição do Local Provável de Infecção (LPI) (Tabela 1).

Tabela 1: Casos notificados de dengue, segundo classificação. Santa Catarina, 2016

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Até o momento, conforme informações sobre o Local Provável de Infecção (LPI) existem confirmação de transmissão autóctone de dengue em 25 municípios de Santa Catarina: Balneário Camboriú, Bom Jesus, Brusque, Caibi, Chapecó, Coronel Freitas, Descanso, Florianópolis, Guaraciaba, Guatambu, Itajaí, Joinville, Itapema, Itapoá, Maravilha, Modelo, Palmitos, Pinhalzinho, São José do Cedro, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Saudades, Serra Alta, União do Oeste e Xanxerê (Tabela 2). O município de Pinhalzinho apresenta, até o momento, o maior número de casos autóctones (2.404) no estado, com uma taxa de incidência de 12.858,4 casos por 100 mil habitantes. Além de Pinhalzinho, Serra Alta possui uma taxa de incidência de 4.498,8 casos por 100 mil habitantes, Bom Jesus 2.835,9 por 100 mil/hab, Coronel Freitas 1.529,3 por 100 mil/hab, Descanso 1022,9 por 100 mil/hab, Modelo 455,7 por 100 mil/hab e Chapecó 351,8 por 100 mil/hab. Nessa semana, o município de União do Oeste entrou no quadro de municípios em epidemia de dengue com 333,3 casos por 100 mil habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o nível de transmissão epidêmico quando a taxa de incidência é maior de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes.

Tabela 2: Casos autóctones de dengue segundo Local Provável de Infecção (LPI). Santa Catarina, 2016

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O acompanhamento dos casos por semana epidemiológica (SE) mostra que, até o momento, o maior número de casos autóctones confirmados (488) ocorreu na SE 9 (28 de fevereiro e 5 de março) (Figura 1).

Até o momento, foi confirmada a ocorrência de um óbito por dengue grave registrado no estado: um paciente de 37 anos, residente em Chapecó, no dia 13 de março.

Figura 1: Casos de dengue segundo classificação final e SE de início dos sintomas - SC, 2016

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Total 2016: 12.011 (Atualizado em 21/5/2016)

Comparação de casos notificados e autóctones em 2015 e 2016 Em Santa Catarina, no ano de 2016, até SE 20 o número de casos notificados de dengue (12.011 casos) está acima do registrado no mesmo período em 2015 (8.828 casos), representando um aumento de 27% no registro de um ano para outro. Já em relação aos casos autóctones, em 2016, também considerando até a SE 20, foram confirmados 3.862 casos, enquanto que no mesmo período em 2015 haviam sido confirmados 3.136 casos, representando um aumento de 19% no número de casos autóctones confirmados de um ano para outro (Figura 2 e 3). Em relação aos focos do mosquito Aedes aegypti, em 2016, até a SE 20, foram identificados 5.826 focos, em 128 municípios. Neste mesmo período em 2015, tinham sido identificados 4.872 focos em 104 municípios (Figura 4). Atualmente há 45 municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti: Anchieta, Balneário Camboriú, Bom Jesus, Caçador, Camboriú, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Coronel Martins, Cunha Porã, Descanso, Florianópolis, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Itajaí, Itapema, Itapiranga, Joinville, Jupiá, Maravilha, Modelo, Nova Erechim, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Palma Sola, Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, Princesa, Porto União, Quilombo, São Bernardino, São Domingos, São José, São José do Cedro, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Santo Amaro da Imperatriz, Saudades, Serra Alta, Sul Brasil, União do Oeste, Xanxerê e Xaxim. Em comparação com o último boletim, houve a inclusão dos municípios de Jupiá e Saudades. A definição de infestação é realizada de acordo com a disseminação e manutenção dos focos.

Figura 2: Casos notificados de dengue, segundo Semana Epidemiológica de início dos sintomas. Santa Catarina, 2015-2016

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Total 2015: 11.333 / Total 2016: 12.011 (Atualizado em 21/5/2016)

Figura 3: Casos confirmados de dengue autóctones, segundo Semana Epidemiológica de início dos sintomas. Santa Catarina, 2015-2016

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Total 2015: 3.281 / Total 2016: 3.862 (Atualizado em 21/5/2016)

Figura 4: Focos identificados de Aedes aegypti, segundo Semana Epidemiológica. Santa Catarina, 2015-2016

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Total 2015: 7.249 / Total 2016: 5.826 (Atualizado em 21/5/2016)

Febre de Chikungunya

No período de 1º de janeiro a 21 de maio, foram notificados 518 casos suspeitos de Febre de Chikungunya em Santa Catarina. Desses, 48 (9%) foram confirmados (45 pelo critério laboratorial e três pelo critério clínico-epidemiológico), 86 (17%) estão inconclusivos, 299 (58%) foram descartados e 85 (16%) permanecem em investigação. Do total de casos confirmados (48) até o momento, 46 (96%) são importados (transmissão fora do estado) e dois (4%) estão aguardando definição do Local Provável de Infecção (LPI). (Tabela 3 e 4).

Tabela 3: Casos de Febre de Chikungunya segundo classificação. Santa Catarina, 2016

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Fonte: SINAN NET (com informações até o dia 21/5/2016)

Tabela 4: Casos confirmados de Febre de Chikungunya segundo classificação, município de residência e local provável de infecção (LPI). Santa Catarina, 2016

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Fonte: SINAN NET (com informações até o dia 21/5/2016)

Em 2015 foram notificados 134 casos suspeitos de Chikungunya, dos quais oito (6%) foram confirmados, 98 (73%) foram descartados e 28 (21%) permanecem inconclusivos. Do total de oito casos confirmados, um foi autóctone do município de Itajaí e outros sete foram importados de outros estados. Esses casos foram identificados em Blumenau, Cunha Porã, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville e São José. Zika Vírus No período de 1º de janeiro a 21 de maio foram notificados 349 casos suspeitos de Febre do Zika Vírus em Santa Catarina. Desses, 38 (11%) foram confirmados (26 pelo critério clínico-epidemiológico e 12 pelo critério laboratorial), 25 (7%) estão inconclusivos, 215 (62%) foram descartados e 71 (20%) permanecem em investigação. Do total de casos confirmados (38) até o momento, 33 (87%) são importados (transmissão fora do estado), quatro (11%) são autóctones, com transmissão dentro de Santa Catarina e um (3%) está aguardando definição do Local Provável de Infecção (LPI) (Tabela 5 e 6).

Tabela 5: Casos de Febre do Zika Vírus, segundo classificação. Santa Catarina, 2016

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Fonte: LACEN/SINAN NET (com informações até o dia 21/5/2016)

Tabela 6: Casos confirmados de Febre do Zika Vírus segundo classificação, município de residência e local provável de infecção (LPI). Santa Catarina, 2016

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Fonte: LACEN (com informações até o dia 21/5/2016)

No ano de 2015 foram notificados 80 casos de febre do Zika Vírus, dos quais 10 foram confirmados pelo critério clínico-epidemiológico, sendo todos importados de outros estados, (residentes em Itapema, Laguna, Florianópolis, Bombinhas, Gaspar e Pomerode), e 70 foram descartados. Situação das Salas Municipais para o combate ao Aedes aegypti/SC A Sala Estadual para o combate ao Aedes aegypti/SC informa que, dos 45 municípios considerados infestados, 38 implantaram a sala de situação municipal. Os municípios que passam a ser considerados infestados estão sendo orientados sobre a implantação da mesma. Esses municípios foram estimulados a iniciar os ciclos de visitas a todos os imóveis existentes nas áreas infestadas e a repassarem informações semanais à Sala Estadual sobre as ações realizadas. Além disso, os 23 municípios considerados em situação de risco, por apresentarem aumento do número de focos e de área de detecção, introdução do Aedes aegypti devido à proximidade com municípios infestados com transmissão ou infestados, ocorrência de casos isolados ou por serem polos nas regiões em que estão inseridos, foram orientados a implantarem salas de situação. São eles: Balneário Piçarras, Blumenau, Bombinhas, Brusque, Caibi, Canoinhas, Concórdia, Criciúma, Dionísio Cerqueira, Ilhota, Ipuaçu, Itapoá, Jaraguá do Sul, Luís Alves, Mondaí, Navegantes, Palhoça, Penha, Porto Belo, São Bento do Sul, Sombrio, Tijucas e Tubarão. Esses municípios receberam repasse financeiro estadual em 2015/2016 para qualificar as ações de vigilância e controle vetorial. O objetivo das salas, nesses municípios, é de desencadear ações intersetoriais, visando diminuir o risco de infestação ou mesmo introdução do vetor. Os municípios de Bombinha, Canoinhas, Criciúma, Dionísio Cerqueira, Ipuaçu, Itapoá, Jaraguá do Sul, Luís Alves, Mondaí, Navegantes, Porto Belo, São Bento do Sul e Tijucas já informaram a implantação de suas salas. Informações sobre as visitas aos imóveis continuam sendo repassadas para a Sala Estadual, pelos municípios infestados de forma semanal. No 1º ciclo, dos 333.010 imóveis em área infestada foram realizadas visitas em 286.606 imóveis, representando 86,1% do total. No 2º ciclo de vistas, que se iniciou em 15 de fevereiro e deve ser finalizado até o dia 15 de abril (naqueles municípios que ainda não finalizaram), dos 333.359 imóveis em área infestada já foram realizadas visitas em 222.127 imóveis, representando 66,6% do total. O terceiro e o quarto ciclo de visitas serão realizados com periodicidade bimestral. Assim o terceiro será realizado no período de 14 de março a 13 de maio e o quarto no período de 16 de maio a 15 de julho. Além da intensificação nas visitas aos imóveis das áreas infestadas desses 45 municípios, a Coordenação da Atenção Básica da SES/SC emitiu a Nota Técnica nº 001/2016 e a Sala Estadual realizou uma webconferência no dia 22/1 com os Agentes Comunitários de Saúde de todos os municípios catarinenses. A orientação repassada foi que, na rotina das visitas aos imóveis, devem ser priorizadas as ações de orientação para população sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, bem como formas de evitar e eliminar seus potenciais criadouros. Nestes municípios, os Agentes Comunitários de Saúde visitaram 1.412.452 residências até o dia 21/5, enfocando ações de prevenção e educação em saúde relacionada ao Aedes aegypti. Fonte: Governo do Estado