A Diocese de Criciúma retorna, de forma gradual, a partir desta quarta-feira, com suas atividades religiosas, como missas e celebrações, com a presença física dos fiéis.

O limite é de 30% da capacidade de lotação da igreja.

O anúncio foi feito na noite desta terça-feira pelo bispo Dom Jacinto Inácio Flach que atentou para as orientações que devem ser seguidas, como o distanciamento e o uso de máscara e álcool em gel.

O retorno das Santas Missas será de forma gradual, iniciado pela igreja matriz de cada paróquia e, havendo possibilidade, será dado início às celebrações nas demais comunidades da paróquia.

Cautela

"A partir do dia 13 de maio, dia de Nossa Senhora de Fátima, poderemos, de maneira muito cautelosa, ampliar a participação dos fiéis em nossas celebrações. Cada pároco, ouvindo seu Conselho Paroquial de Pastoral, deverá organizar e providenciar as normas sanitárias exigidas para as celebrações, com a presença física dos fiéis", comunicou o bispo.

Os fiéis do grupo de risco, gripados, resfriados, com febre ou com suspeita da Covid-19 são orientados para que permaneçam em casa e acompanhem a Santa Missa pelas transmissões que continuarão a ser feitas.

"Tenhamos presente que todas as paróquias deverão observar as normas da Secretaria de Saúde do Estado de Santa Catarina, bem como as normas municipais", ressaltou a autoridade religiosa.

Por tempo indeterminado, seguem suspensas as demais atividades da Igreja, como: reuniões, formações, grupos de família, encontros de grupos de movimentos e pastorais.

O Governo de Santa Catarina liberou, ainda no mês passado, a presença física dos fiéis, com restrições, mas a Diocese, respeitando as demais decisões superiores, decidiu por esperar.

Confira o comunicado

ORIENTAÇÕES PARA A AMPLIAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO DOS FIÉIS NAS MISSAS E CELEBRAÇÕES

Aos presbíteros
Religiosos e religiosas
Fiéis leigos e leigas

A todos vós graça e paz da parte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A partir do dia 13 de maio, dia de Nossa Senhora de Fátima, poderemos de maneira muito cautelosa ampliar a participação dos fiéis em nossas celebrações.

Cada pároco ouvindo seu Conselho Paroquial de Pastoral deverá organizar e providenciar as normas sanitárias exigidas para as celebrações, com a presença física dos fiéis.

Tenhamos presente que todas as paróquias deverão observar as normas da Secretaria de Saúde do Estado de Santa Catarina, bem como as normas municipais.

Haja nas paróquias a preparação prévia da igreja e demais espaços, é fundamental estabelecer a quantidade total de pessoas (padre, equipe de celebração, demais fiéis) que podem estar na igreja para a Santa Missa.

O limite é 30% da capacidade de lotação da igreja.

Sejam sinalizados os locais onde os fiéis poderão se acomodar, respeitando o distanciamento mínimo de um metro e meio e isolando os bancos de forma intercalada.

Seja providenciado álcool em gel 70%, em quantidade necessária, na entrada da igreja, em lugar com boa visibilidade e com a seguinte identificação: “Álcool 70% para higienização obrigatória das mãos ao entrar e sair da igreja”.

Todos os fiéis que entrarem na igreja para as celebrações deverão estar de máscara.

Seja previsto o isolamento de área para a permanência do músico caso ele entoe os cânticos sem o uso de máscara.

No presbitério reduzamos ao máximo o número de pessoas para evitarmos os contatos.

A coleta na Missa ou a oferta do dízimo seja levada por cada fiel até próximo do altar, sendo colocada em recipientes previamente preparados ou também seja ofertada ao final de cada celebração nas portas da igreja.

Os fiéis do grupo de risco, gripados, resfriados, com febre, com suspeita da COVID-19 são orientados que permaneçam em casa e acompanhem a Santa Missa pelas transmissões que continuarão a serem feitas.

É recomendável que os fiéis, antes de receberem a Comunhão, higienizem as suas mãos com álcool em gel.

Na procissão para receber a comunhão, os fiéis sejam convidados pouco a pouco a se colocarem no corredor, respeitando as marcações no piso para garantir o distanciamento de um metro e meio entre os fiéis.

Os fiéis, ao estarem diante do padre ou ministro extraordinário da sagrada comunhão, após receberem a Comunhão em suas mãos (nunca na boca), distanciem-se um pouco em direção ao seu lugar, retirem momentaneamente suas máscaras pelo elástico, comunguem e retornem aos seus lugares.

Terminada a Comunhão dos fiéis as âmbulas sejam trazidas ao altar.

Apenas o padre realiza a purificação dos vasos sagrados.

Caso haja reserva eucarística, o padre higienize antes as mãos para manusear as hóstias de forma adequada nas âmbulas.

Se necessário, os ministros auxiliares, com as mãos higienizadas, conduzam as âmbulas até o sacrário.

Terminada a purificação o padre higieniza as mãos com álcool em gel e, estando sozinho no espaço do altar, reza a oração pós comunhão, dá os avisos e a bênção final.

O padre, durante os avisos, exorte os fiéis a manterem o distanciamento social, o uso de máscaras e todas as demais práticas determinadas pelas autoridades sanitárias.

Ao sair da igreja, os fiéis sejam auxiliados para higienizar novamente suas mãos com álcool em gel.

O retorno das Santas Missas com a presença física dos fiéis seja gradual, iniciemos pela igreja matriz de cada paróquia e havendo possibilidade deem-se início das celebrações nas demais comunidades da paróquia.

Aos fiéis que desejarem ofertar o dízimo oriente-se que também possa ser ofertado nas secretarias das paróquias.

Os padres que não tiverem condições de celebrarem a Santa Missa, seja por conta da idade ou enfermidades, não se sintam obrigados a fazê-lo.

Haja no clero entre ajuda para que em todas as paróquias tenhamos a Santa Missa com a presença dos fiéis, sempre é claro, cumprindo com as normas sanitárias do estado e do município.

Transmissão das Santas Missas

Pelo menos uma transmissão da Santa Missa seja mantida semanalmente.

Nem todos os fiéis poderão vir à igreja por serem do grupo de risco, ou estarem gripados, resfriados, com febre, com suspeita ou confirmação para COVID-19.

Demais sacramentos e atividades da Igreja

Quanto aos demais sacramentos da Igreja sejam ministrados em caso de necessidade e urgência no mais se oriente para que aguardem por mais tempo.

As visitas a famílias e doentes também sejam realizadas em caráter de necessidade e urgência, lembremos que precisamos cuidar e, uma visita inadequada e sem necessidade, nesse momento, pode fazer mais mal do que bem.

Por tempo indeterminado seguem suspensas as demais atividades da Igreja, como: reuniões, formações, grupos de família, encontros de grupos de movimentos e pastorais.

Os atendimentos necessários sejam realizados com hora marcada para evitarmos aglomero em nossos ambientes de atendimentos.

Dom Jacinto Inácio Flach
Bispo Diocesano