Anualmente o dia 22 de julho, marcado como Dia Mundial do Cérebro, chama a atenção para as questões que envolvam os cuidados com esse órgão e o combate a doenças que o atingem. Em 2022, o tema da campanha mundial é “Saúde do Cérebro para todos”. Principal parte do nosso corpo, a saúde cerebral é necessária para garantir uma melhor qualidade de vida, visto que esse órgão é de suma importância vital.

“O cérebro é um órgão incrível. É ele que faz você ser do jeito que é e fazer as coisas do jeito que faz, que decodifica os estímulos pelos nossos sentidos, que faz você realizar tarefas e se manter atento. É também o cérebro que cuida do seu corpo e da sua coordenação motora. Tudo o que fazemos e como fazemos é regido pelo nosso cérebro em conjunto com o coração. É ele que nos faz sonhar durante a noite, que nos faz ter ideias novas, que nos conduz ao aprendizado e à realização de projetos e que nos faz lidar com desafios que a vida nos traz”, explica o psicólogo Yuri Wolff.

As doenças que acometem o cérebro são variadas e dentre as principais estão os transtornos mentais da depressão, ansiedade, de humor etc. Aproximadamente 50 milhões de brasileiros são diagnosticados com algum tipo de doença mental, segundo dados da Associação Brasileira de Psiquiatria. Os diagnósticos podem afetar desde as crianças até os idosos. No entanto, o acesso a bons serviços de saúde ainda é raridade para as classes mais baixas.

Uma pesquisa divulgada pela Fiocruz, em meados de 2020, constatou que naquele período sentimentos frequentes de tristeza e depressão já afetavam 40% da população adulta brasileira, e sensação frequente de ansiedade e nervosismo foi relatada por mais de 50% das pessoas entrevistadas.

Como manter o cérebro funcionando de maneira saudável

Além do acompanhamento profissional, é possível ter algumas atitudes que ajudam a manter o bom funcionamento do cérebro. “São pequenas ações em conjunto que vão trazendo uma sensação de bem-estar e saúde que precisam ser praticadas e realizadas ao longo da nossa rotina. Lembre-se que temos sempre a responsabilidade primária sobre a nossa saúde!”, destaca o psicólogo Yuri Wolff. Confira, abaixo, algumas dicas selecionadas pelo profissional:

  1. Uma boa alimentação é um bom ponto de partida para deixar o cérebro bem nutrido, lubrificado e disposto a funcionar com seu máximo de potência.
  2. Praticar atividades físicas não fortalece apenas a musculatura do corpo, mas também beneficia nosso cérebro. Para isso temos, inclusive, o neurofeedback, que é uma ferramenta que treina o cérebro para fortalecê-lo e desenvolvê-lo como acontece na academia.
  3. Ter uma noite de sono também é importante, pois é a partir do sono que nosso cérebro cria referências para termos um dia produtivo e consciente.
  4. Cultivar bons pensamentos, percebendo quando você entra numa espiral negativa pode ajudar o cérebro a colaborar com a nossa mente.
  5. Fazer boas escolhas também dos conteúdos que você consome, seja na televisão, internet ou rede sociais.
  6. Estar rodeado de pessoas positivas e proativas, pois nosso cérebro aprende pelo exemplo e por associações de padrões que nos fazem sentir bem.

Neurofeedback é opção para cuidar do cérebro

Especialista em neurofeedback, o psicólogo Yuri Wolff destaca que a técnica é um treinamento cerebral que ajuda o órgão a manter-se em pleno funcionamento. “O objetivo é fazer com que o cérebro funcione de maneira mais eficiente, orgânica e sem gastar mais energia, melhorando o desempenho cognitivo e a estabilidade emocional”, explica Wolff.

O neurofeedback tem uma aplicabilidade muito grande, podendo auxiliar pessoas que sofrem de insônia, déficit de atenção, estresse, ansiedade, fadiga, compulsão, transtornos de humor, depressão, sendo também útil para vestibulandos e concurseiros que querem aumentar o foco, absorver mais conhecimento ou atletas que querem melhorar o rendimento nos esportes. “Com o neurofeedback conseguimos treinar o cérebro para todas essas questões”, ressalta o profissional.

O treinamento com neurofeedback é feito com ajuda de um aparelho que possibilita fazer uma leitura do funcionamento do cérebro em tempo real. “É como se fosse um espelho na tela do computador, que vai retroalimentar o que está acontecendo no cérebro da pessoa. Por exemplo, no caso de alguém com dificuldade de atenção, é possível observar nessa leitura quais são as áreas do cérebro que precisam ser treinadas para que ela consiga ficar mais tempo atenta”, detalha Wolff.

Para a realização do treinamento com neurofeedback, o psicólogo explica que não é necessário ter uma solicitação médica. Antes de iniciar, é preciso fazer uma avaliação de eletroencefalografia do cérebro para buscar suas potencialidades e desafios. A depender dos resultados, define-se a quantidade de sessões recomendadas. O protocolo de atendimento é individualizando e, normalmente, são necessárias, no mínimo, 20 sessões para a obtenção da efetividade da técnica.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil