No dia 1o de dezembro, Dia Mundial de Combate à AIDS, das 8 às 17 horas, a Secretaria da Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, realizará uma Ação de Ampliação de Testagem. Gratuitamente, serão ofertados exames de testes rápidos para diagnóstico de HIV, no Centro de testagem e Aconselhamento (CTA), e no pátio da Sede da Unidade Sanitária. O endereço fica na Rua Abdon Batista, 172, Centro. Os testes de HIV e Sífilis, assim como kits com material educativo sobre o HIV e preservativos, serão ofertados para toda população acima de 16 anos. Basta apresentar um documento oficial com foto e o cartão SUS. O objetivo é qualificar e ampliar o diagnóstico, o tratamento e prevenir a transmissão do HIV. Em Joinville, a taxa de mortalidade relacionada à doença se mantém próximo a média do Estado, 8,1 óbitos por 100 mil habitantes. Atualmente, 75% dos casos se dá na população heterossexual, e 25% na população homossexual e bissexual juntas (Fonte: SINAN 2017, Joinville/SC). Os dados indicam que, deste quadro, as pessoas que vivem com o HIV possuem o ensino fundamental incompleto, chegando a ter no máximo cinco anos dedicados aos estudos. Nos últimos dois anos, não há registro de casos de transmissão vertical em Joinville, quando o vírus é transmitido da gestante para a criança, na hora do parto. Significa que o tratamento e acompanhamento das gestantes que vivem com o HIV está sendo efetivo, evitando a contaminação. Joinville está  cumprindo a meta de reduzir a eliminação da transmissão vertical, conforme o pacto da cooperação interfederativa. De 2007 a 2016, Santa Catarina registrou 40.881 casos novos de AIDS. Em 2014 foi instituída a notificação compulsória do HIV. Isto é, a partir do diagnóstico da presença do vírus a pessoa passa ser considerada portadora do HIV. A implantação do o exame de teste rápido na Rede de Atenção Básica de Saúde ampliou o teste de diagnóstico para o HIV no município, fazendo o número ter um incremento de 20%, 798 casos, em Joinville. Desde então, o número de casos diagnosticados de HIV e AIDS vêm crescendo na proporção de dois homens para cada mulher diagnosticada com AIDS. No primeiro semestre deste ano estão contabilizados 4.417 casos de AIDS. A faixa etária mais diagnosticada está entre 20 e 49 anos, considerada a faixa etária produtiva e economicamente ativa. Tratamento Com medicações apropriadas, o HIV pode ser controlado. O tratamento médico é chamado Antirretroviral (TARV), popularmente conhecido como “coquetel”. Ele pode prolongar a vida da maioria dos pacientes com HIV e diminuir a chance de transmissão para outros indivíduos. Sobre o HIV O vírus da imunodeficiência conhecido como vírus do HIV pode levar à Aids, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Diferentemente do que acontece com alguns outros vírus, o corpo humano não é capaz de eliminar o HIV, ou seja, uma vez adquirido, o vírus permanecerá no organismo a vida toda. O HIV se espalha através dos fluidos corporais e afeta, principalmente, células do sistema imune (sistema de defesa do organismo), chamadas CD4. Com o passar do tempo, o HIV pode destruir essas células de tal forma que o organismo se torna incapaz de lutar contra infecções e doenças em geral. Quando isso acontece, é sinal de que a infecção pelo HIV levou à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, a Aids. O indivíduo diagnosticado com o vírus, se tratado antes do avanço da doença, apresenta expectativa de vida próxima do normal. O tratamento do HIV auxilia o paciente em todos os estágios da doença, e pode diminuir ou prevenir a progressão da mesma. *Com informações da assessoria de imprensa