Com 1,7 mil inscritos começou nesta quarta-feira (16), em Joinville, o 22º Conbrapi (Congresso Brasileiro de Apicultura) e o 8º Congresso Brasileiro de Meliponicultura. Durante a abertura, o embaixador da Eslovênia no Brasil, Alain Brian Bergant, leu a declaração da ONU (Organização das Nações Unidas) que instituiu o dia 20 de maio como o Dia Mundial da Abelha. O evento segue até sábado (19) com intensa programação.

“A apicultura é uma atividade típica da agricultura familiar porque agrega valor e renda em pequenas propriedades”, disse o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spiers. Ele comentou que Santa Catarina produz uma média de 22 quilos por colmeia, mas temos produtores com 40 e o congresso é esse espaço para compartilhar o conhecimento e tornar o setor mais competitivo. “Na agricultura não é proibido copiar os bons exemplos”, disse Spiers.

A partir desta quinta-feira (17) a plateia vai contar com 2,5 mil participantes entre produtores, pesquisadores, acadêmicos e empresários de equipamentos e insumos. Considerado o maior congresso do setor no país, é organizado pela CBA (Confederação Brasileira de Apicultura), Faasc (Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina) e Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina).

Para o presidente da Faasc, Nésio Fernandes de Medeiros, o congresso é um espaço para aperfeiçoar as tendências do setor como flora apícula, polinização, tecnologia de processamento e os aspectos sanitários. “Mas temos algumas flechas apontadas para o setor como o uso correto dos agrotóxicos, melhorar a legislação para a realidade apícula e vencer os entraves da meliponicultura. Temos ainda de voltar a discutir a abertura do mercado brasileiro ao mel da Argentina que poderá nos prejudicar”, ponderou.

De acordo com o secretário Spiers, quando se fala em abelha as pessoas precisam pensar em qualidade de vida. “A abelha é o maior indicador de qualidade do meio ambiente, ela exerce um grande serviço à sustentabilidade e a sobrevivência do nosso planeta. Ela ajuda na economia, exerce papel social e impacta diretamente de forma positiva na parte ambiental”.

Dados da Epagri, apontam que nove mil famílias rurais de Santa Catarina se dedicam à apicultura com destaque para a produção de mel – sendo 42% com certificação orgânica. A última safra catarinense, 2016/2017, foi recorde com oito mil toneladas recolhidas, uma média de 84 quilos por quilômetro quadrado.

Até o dia 17 de maio estão abertas as inscrições para concursos de mel, pólen, obras científicas e inovação tecnológica para a edição deste ano. Mais informações no site.

*Com informações de assessoria de imprensa