É isso mesmo o que você leu! Desde 2008, segundo uma pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), mais de 25 milhões de brasileiros decidiram largar o vício do cigarro. De lá para cá, o número de ex-fumantes supera o de fumantes no país, que se transformou referência mundial no combate ao tabagismo.

O Brasil foi o segundo país no mundo a atingir a meta global, estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de reduzir o percentual de fumantes no país para menos de 15%. Atualmente, a taxa está em 9,1% e resulta de ações para conscientizar a população sobre os danos causados pelo cigarro. Uma delas é o Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado anualmente no dia 29 de agosto.

Neste ano, o tema escolhido para a campanha foi "Tabaco e saúde pulmonar", com o objetivo de alertar sobre os riscos de doenças pulmonares oriundas do consumo de tabaco e de seus derivados, como o narguilé, muito utilizado, sobretudo pelos mais jovens, para socialização.

Foto Divulgação

O médico pneumologista e diretor técnico do Hospital Dia do Pulmão, de Blumenau, Mauro Sérgio Kreibich, afirma que o narguilé gera uma falsa sensação de não fazer mal à saúde por levar água em sua composição.

De acordo com a OMS, o uso deste dispositivo é mais prejudicial que o cigarro. Uma sessão de narguilé, que dura aproximadamente entre 20 e 80 minutos, pode corresponder à exposição aos componentes tóxicos presentes na fumaça de 100 a 200 cigarros.

O pneumologista ainda ressalta que o cigarro continua sendo a principal causa de morte evitável no mundo e pode desencadear mais de 50 problemas de saúde.

“Os malefícios do cigarro não atacam somente o pulmão, o tabagismo também pode causar sérios problemas para a saúde cardiovascular. As substâncias do cigarro podem causar lesões na parede interna dos vasos sanguíneos, conhecido como endotélio, interferindo na produção de óxido nítrico, fazendo com que as artérias fiquem mais suscetíveis ao acúmulo de gordura”, explica.

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O tabagismo é a causa de 90% dos casos de câncer de pulmão, segundo dados do Inca. O médico diz que este tipo é o mais agressivo de todos. “Nos homens, o câncer representa cerca de 14% do número de mortes. Nas mulheres, 18% ainda conseguem viver por mais alguns anos, após o início do tratamento”, afirma.

Se você é fumante, ainda há tempo para largar o vício. O organismo de pessoas que param de fumar conseguem se recuperar dos danos causados pelo tabagismo, ou seja, os prejuízos podem ser remediados.

“Nunca é tarde para largar o vício, pesquisas e dados do Inca revelam que após um ano sem fumar, os riscos de contrair as doenças causadas pelo fumo excessivo já começam a diminuir. Portanto, pense, aja e tenha uma saúde e uma vida tranquila sem o vício”, finaliza Kreibich.

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