Lenoar Goes mostra rachaduras em casa. No detalhe abaixo, telhado quebrado que, segundo morador, foi causado por pedra vinda de detonação - Foto: Rafael Verch/OCP Online
Lenoar Goes mostra rachaduras em casa. No detalhe abaixo, telhado quebrado que, segundo morador, foi causado por pedra vinda de detonação - Foto: Rafael Verch/OCP Online
As atividades em uma pedreira no bairro Corticeira, em Guaramirim, estariam causando danos estruturais às casas localizadas próximas à área de detonação. Na tarde de ontem, moradores registraram novos tremores e a queda de pedras em duas residências após uma explosão realizada pela empresa Sul Catarinense, que utiliza o material para as obras de duplicação da BR-280.
De acordo com o morador David Santana Rodigues, o procedimento foi realizado por volta das 17h20. “Tinham crianças voltando da escola. Estamos dependendo da empresa aqui, eles falaram que iriam acompanhar, mas até agora nada”, relatou.
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A moradora Cleonice Arruda Filho relata que, na primeira detonação, há três meses, a empresa passou por todas as casas avisando o horário da detonação, mas, nesta semana, apenas um carro de som passou pelas ruas comunicando o novo procedimento. “Eu nem escutei, o pessoal trabalha e nem sempre está em casa para ouvir. O filho da vizinha estava na varanda e viu a pedra vinda em direção à casa”, contou.
Durante uma reunião com moradores no início da tarde de ontem, o engenheiro civil da empreiteira Saulo Silva explicou que todo o equipamento estava instalado e não haveria como adiar a explosão. Segundo ele, seria feito o acompanhamento com um sismógrafo para verificar se o abalo estaria realmente acontecendo nas moradias.“Estamos tocando uma obra federal, temos todas as licenças para trabalhar. Agora temos que fazer o monitoramento”, comentou.
Após o início das atividades na pedreira, pelo menos dez casas teriam apresentado rachaduras, conforme o relato dos moradores. Em uma residência da Rua Emílio Fröhlich, as vigas de madeira que suportam o telhado estão contornadas por trincas que se espalham por algumas paredes. “A gente demorou a relacionar a causa e foi ficando pior. Temos medo que possa cair, a empresa precisa fazer alguma coisa”, disse o proprietário, Lenoar Goes.

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O engenheiro relatou que recebeu a denúncia há 15 dias, mas os moradores afirmam ter apresentado queixas há um mês, quando teriado sido realizada uma grande detonação. A Sul Catarinense não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
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