A Prefeitura de Jaraguá do Sul destina mensalmente mais de R$ 100 mil para o pagamento do aluguel de 30 imóveis utilizados pelo poder público. Em um ano, são mais de R$ 1,2 milhão destinados para a manutenção destas estruturas, o que representa cerca de R$ 4,8 milhões em quatro anos. Os números foram divulgados pelo secretário de Administração, Argos José Burgardt, e ressaltam a necessidade de buscar soluções viáveis para diminuir as despesas nos próximos anos. Dentre os órgão que utilizam imóveis alugados estão estruturas importantes para a comunidade, como a Farmácia Básica 2, o Centro de Atenção Psicossocial (Caps 2), o Plano de Assistência Médica ao Aposentado (Pama 2) e o Procon. A grande maioria dos imóveis faz parte da estrutura do poder público há pelo menos duas gestões. Atualmente, a estrutura com o custo mais elevado é a do Arquivo Histórico, localizada no bairro Barra do Rio Molha, onde são gastos mensalmente R$ 9 mil em recursos públicos, indica o levantamento. Na tentativa de reduzir os gastos destinados aos aluguéis, a Secretaria de Administração tem buscado alternativas para realocar parte dos serviços em estruturas menos onerosas. Um bom exemplo é o Instituto de Seguridade dos Servidores Municipais (Issem), que a partir do próximo ano passa a operar em uma sede própria, ainda sem data de inauguração. Com a mudança, o poder público passará a economizar os R$ 8,6 mil mensais que hoje são destinados ao aluguel da atual estrutura, localizada na Barra do Rio Molha. “Seja um recurso ordinário ou vinculado, trata-se de um recurso que é público. O valor pode parecer pouco diante do nosso orçamento, mas se pensarmos em longo prazo são R$ 104 mil por ano, que em dez anos se tornam uma despesa de mais de R$ 1 milhão”, contabiliza Burgardt. “Precisamos pensar no futuro, em soluções que tragam benefícios em longo prazo”, defende o secretário. De acordo com Burgardt, a ideia é buscar recursos para garantir que outros órgãos ou entidades vinculadas ao poder público possam ganhar suas sedes próprias nos próximos anos. “Temos algumas ideias e estamos sempre buscando soluções, mas precisaremos de investimentos para tornar estes projetos realidade. Contamos com o apoio do governo do estado para buscar essas emendas e quem sabe conseguir os recursos”, destaca ele. Além disso, o prefeito Antídio Lunelli deve seguir para Brasília nos próximos dias em busca de apoio junto ao Governo Federal. Enquanto os recursos não vêm, a Prefeitura deve tentar renegociar alguns dos aluguéis, uma vez que os contratos são renovados a cada 12 meses. “Esse ano praticamente não tivemos aumento, renovando os contratos com os valores do ano passado. Agora teremos uma nova oportunidade para negociar”, explica Burgardt. Muitas das estruturas, como os postos de saúde, por exemplo, exigem adequações para a realização do atendimento ao público, o que faz com que se torne mais caro buscar um novo imóvel do que manter a estrutura em uso. “Tem que avaliar bem para não achar que está ganhando e no final sair perdendo. A nossa certeza é de que o caminho mais eficiente é conseguir o máximo de estruturas próprias”, afirma o secretário. De olho nas despesas: Saiba quais são as estruturas que mais pesam no orçamento da Prefeitura mensalmente. Arquivo histórico: R$ 9.000,00 Issem: R$ 8.674,27 Farmácia básica 2: R$ 8.044,00 Programa Bolsa Família: R$ 7.978,75 Caps 2: R$ 7.781,07 Diretoria de Trânsito e Transportes: R$ 7.670,00