Desembargadores negam desbloqueio das contas da campanha AME Jonatas

Desembargadores negam desbloqueio das contas da campanha AME Jonatas Desembargadores negam desbloqueio das contas da campanha AME Jonatas

Cotidiano

Por: Windson Prado

terça-feira, 01:32 - 20/02/2018

Windson Prado
A família Openkoski teve mais uma derrota na Justiça, no caso relacionado a campanha AME Jonatas. Nesta terça-feira (20), o Tribunal de Justiça de Santa Catarina negou o mandado de segurança, no qual os pais do pequeno Jonatas, Renato e Aline Openkoski, questionavam o bloqueio das contas da campanha e pediam autonomia para gerenciar os recursos arrecadados, sem a necessidade de prestação de contas. O recurso foi negado por unanimidade pelos desembargadores Fernando Carioni (relator), Maria do Roccio e Marcus Túlio Sartorato, que entendem que o recurso arrecadado pertence ao Jonatas e não aos pais. Leia mais: Terça-feira será dia decisivo para o caso AME Jonatas Com isso, segue valendo a decisão do juiz da 4ª Vara da infância e da Juventude, do Fórum de Joinville, Márcio Renê da Rocha, que determinou o bloqueio do dinheiro da campanha, a pedido da promotora do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), Aline Boschi Moreira. Dos mais de R$ 4 milhões arrecadados, cerca de R$ 2,2 milhões que ainda estava em contas do casal seguem retidos pela Justiça. Os pais do menino só podem utilizar o dinheiro mediante a comprovação dos gastos em prol do tratamento de Jonatas. A família ainda pode recorrer da decisão em outras instâncias. Quer receber as notícias do Jornal de Joinville no WhatsApp? Basta clicar aqui para fazer parte do grupo

Investigação de apropriação indébita

A Polícia Civil de Joinville segue investigando as suspeitas de apropriação indébitas dos recursos doados à campanha AME Jonatas. O caso começou a polemizar depois que as pessoas que doaram à campanha começaram a desconfiar que o os pais do menino supostamente estariam utilizando os recursos em benefícios próprios, comprando celulares de última geração, carro importado e viajando. O Ministério Público entrou no caso, e junto a Justiça, pediu que o casal fizesse a transferência do dinheiro arrecadado na campanha para uma conta judicial, e que prestassem contas de como os recursos eram gastos. Em outubro do ano passado, Renato e Aline Openkoski aceitaram a decisão junto ao juiz da Vara da Infância e Juventude de Joinville, mas não teriam cumprido o acordado. Por isso, o magistrado pediu o bloqueio dos recursos no começo do ano. Nesta terça-feira (20), o Jornal de Joinville tentou novo contato com os investigados, mas eles não foram encontrados. O caso segue em segredo de Justiça.
Em poucos meses campanha ganhou força, em todo País | Imagem Reprodução
Doença, campanha e tratamento
  • Jonatas foi diagnosticado logo após nascer com AME (Atrofia Muscular Espinhal). A doença que causa afeta o sistema neurológico e muscular, não tem cura;
  • Um tratamento, a base de medicamento importado pode dar mais qualidade de vida aos portadores de AME, e reduzir o avanço da enfermidade;
  • O remédio chama-se Spinraza e custa R$350 mil cada dose. O menino deve utilizar a medicação periodicamente pelo resto da vida;
  • Sem dinheiro para comprar o medicamento, a família de Jonatas lançou a campanha AME Jonatas. Em pouco mais de três meses, mais de R$ 3 milhões foram arrecadados. Dinheiro necessário para o início do tratamento e a compra de seis primeiras doses da medicação importada;
  • Em janeiro, o menino começou a receber a medicação. Até esta terça-feira (20), três doses do Spinraza já foram aplicadas no Jonatas. A quarta aplicação deve ser feita no início de março;
  • Depois disso, Jon deve fazer um tratamento constante, com aplicações de quatro em quatro meses.
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