A Defesa Civil, juntamente com a Secretaria de Obras e Serviços Públicos de Jaraguá do Sul, vem realizando o desassoreamento de rios em diversos pontos da cidade desde o início do ano. Os últimos trabalhos foram feitos no bairro Rio da Luz e na localidade Ribeirão Grande.

De acordo com o gerente de prevenções e resposta da Defesa Civil, Marcelo Ludvichak, os locais que receberam os serviços eram os de maior risco e que tinham mais reclamações por parte dos moradores.

Entre eles, estão o bairro João Pessoa, em quatro pontos; o Ribeirão Cavalo, com enrocamento e desassoreamento; o Água Verde; Rio Cerro II; Rio da Luz; Ribeirão Grande; Três Rios do Norte, em três locais; Santo Antônio, com desassoreamento e enrocamento na cabeceira de uma ponte; Parque Malwee, próximo a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Samae; e na ponte Maria Cristina Vailatti, no Centro da cidade.

Todos esses trabalhos, conforme Ludvichak, foram emergenciais e de prevenção. Um dos pontos mais críticos era na ponte Maria Cristina Vailatti, onde além do desassoreamento, foi feita uma obra de contenção para garantir maior vazão às águas.

Nas proximidades, a situação acarretava alagamentos, como lembra Ebryane da Silva, que trabalha perto do local. "Em 2016, a água do rio chegou no nosso estacionamento. Chegamos a erguer tudo com medo da água entrar", conta.

Outros pontos de urgência eram o bairro Parque Malwee, que também recebeu serviços de alargamento da calha do rio, e o Ribeirão Grande, onde a tubulação atual foi substituída por concreto armado.

"Agora fizemos os locais que tinham maior demanda. Para o ano que vem, será feito um novo planejamento", aponta o gerente de prevenções e respostas. Ele ressalta que todas as obras foram realizadas com consciência ambiental e para evitar erosões.

Prevenir é importante

O gerente ainda enfatiza que nesta época do ano, serão comuns as chuvas torrenciais no fim do dia. "Por isso deixar os rios limpos para que eles tenham uma vazão livre é essencial", completa.

Ele comenta que os serviços são intensificados quando o tempo fica estável. O órgão não possui um levantamento exato dos recursos que foram aplicados nos desassoreamentos ao longo do ano.

"Estamos mais preparados para situações de alagamentos porque com esses trabalhos, damos maior vazão aos rios, e assim os grandes volumes de chuva não trarão tantas consequências. A nossa região é muito suscetível a enchentes e deslizamento, por isso a prevenção é tão importante", avalia Ludvichak.

 

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