Com o Dia dos Finados se aproximando, as temperaturas elevadas e as chuvas constantes, os agentes do Programa de Controle da Dengue intensificam a fiscalização nos cemitérios de São Bento do Sul.

Os cuidados são necessários porque, apesar de toda informação sobre a adequação dos vasos e a lei municipal que proíbe a utilização de vasilhames que acumulem água, ainda são encontrados muitos recipientes irregulares, representando riscos para a proliferação do mosquito Aedes aegypti - transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Os agentes do Programa de Controle da Dengue iniciaram uma varredura nos túmulos dos 13 cemitérios do município. O trabalho consiste em vistoria e, caso seja encontrado algum vaso irregular, este será virado para não acumular água e um adesivo será colado no túmulo, alertando sobre a ação e a lei municipal.

Lei municipal proíbe a utilização de vasilhames que acumulem água | Foto: Arquivo/OCP News

“Os adesivos serão colocados justamente para que a população saiba que são os agentes fazendo isso e não vândalos”, conta a coordenadora do programa, Angelita Nogueira.

As floriculturas também receberam a visita dos agentes nesta semana. Nos locais, os funcionários foram orientados sobre a comercialização de vasos com plástico decorativo.

“Eles não estão proibidos de vender assim, bem como não estão proibidas as flores naturais, mas precisamos que as pessoas tenham consciência de que os vasos podem, desde que não acumulem água”, alerta a coordenadora.

Após o Dia dos Finados, os agentes retornarão aos cemitérios para vistoria e os vasos irregulares serão descartados. Caso um foco do mosquito seja encontrado, a Vigilância Sanitária será acionada para autuar o responsável pelo túmulo. Toda ação é feita com os agentes uniformizados.

Cuidados

A orientação dos agentes do Programa de Controle da Dengue é que as pessoas retirem as embalagens plásticas dos vasos de flores. Caso a pessoa queira colocar areia nos vasos isto pode, desde que a areia seja reposta toda a semana.

Outra dica é colocar concreto até a borda do vaso e fazer furos para encaixar as flores. Mas todos os furos devem ser preenchidos com as plantas. Também pode ser colocado isopor ou espuma floral no vaso, mas que completem todo o espaço. “Tudo pode, desde que tenha escoamento”, disse a coordenadora.

A população pode auxiliar também, fazendo denúncias de possíveis criadouros do mosquito. Para isso, basta ligar no Centro de Vigilância à Saúde, no telefone 3635-2228,  que a equipe se deslocará ao local para vistoria.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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