Por Cláudio Costa | Foto Eduardo Montecino O advogado de defesa, Jeremias Felsky, tem cinco dias para fazer a apelação do motorista e empresário Willian Pierre Galvan, acusado de matar o jornalista Altamir Ricardo de Souza em um acidente de trânsito ocorrido na esquina das ruas Barão do Rio Branco e Reinoldo Rau, no Centro de Jaraguá do Sul, em 16 de dezembro de 2013. Acusado de homicídio simples e de embriaguez ao volante, e submetido a julgamento por júri popular nesta terça-feira (27), Galvan foi condenado a seis anos e seis meses em regime semiaberto, com determinação de cumprimento imediato da pena. A amigos, Galvan revelou informalmente que não pretende recorrer. A sentença foi lida pela juíza Anna Finke Suszke. “Merecem respeito defesa e acusação. Mesmo que a gente não aceite, a gente respeita a decisão”, ressalta o advogado. De acordo com Felsky, não houve vitória ou derrota no julgamento. Durante o julgamento, que foi um dos mais esperados dos últimos anos em Jaraguá do Sul e também um dos mais longos - teve início às 9h e terminou por volta das 18h50 -, a defesa tentou desqualificar a tese de homicídio, mostrando que o que houve foi imprudência por parte de Galvan. Os advogados que defendem Galvan também tentaram convencer o júri de que houve negligência por parte de Altamir, que não estaria usando o cinto de segurança enquanto dirigia. Sobre esta informação, a família da vítima não acredita ser verdadeira, já que Altamir era muito perfeccionista e não há laudos periciais que sustentem esta tese. Leia mais:  Motorista é condenado a seis anos e seis meses por morte de jornalista Defesa e acusação apontam desrespeito às leis de trânsito A acusação comandada pelo promotor de justiça Marcio Cota buscou provas contidas no processo para montar sua tese. Para ele, ao trafegar em velocidade acima do permitido (a perícia apontou que o veículo transitava a 84 km/h em uma via de 60 km/h), dirigir embriagado (fato comprovado pelo bafômetro) e ultrapassar o sinal vermelho (testemunhado por diversas pessoas), Willian Galvan assumiu o risco de matar. Segundo Rodrigo Novelli, assistente de acusação, a apresentação dos elementos contidos no processo foi suficiente para dar certeza aos jurados de que Pierre é culpado. “Nas duas acusações, houve decisão favorável à acusação em quatro a zero”, aponta Novelli. “A pena foi branda. Com um ano de prisão, ele vai ganhar a liberdade. Uma vida não pode ser correspondida com um ano de prisão”, finaliza o assistente de acusação. Seis anos da pena foram por homicídio simples e seis meses por embriaguez ao volante. Leia mais: - Justiça. É o que esperam defesa e acusação no julgamento de acusado de provocar morte de jornalista